Tenho pensado bastante na super-velocidade dos acontecimentos, mas o que mais me chama a atenção é como todos nós temos pressa. Observo essa pressa, especialmente em profissionais que vivem em função de horário para atendimentos de todo tipo e mães com filhos pequenos, pra esses, os ponteiros apressados do relógio e a sensação interna de atraso são os maiores inimigos.
Pessoas nesta situação têm seus pensamentos atropelados pelo transito previsível e seus batimentos cardíacos intensifcados durante uma conversa mais demorada.
Se você prestar atenção nas conversas que se estabelecem entre essas pessoas, perceberá, entre outras coisas, um olhar que se distancia por causa do cálculo mental de cada minuto 'perdido' e partes do corpo se tensionando a cada frase do amigo. Um pé virado pro lado, preparando a saída e a cabeça balançando num 'sim' tenso e rápido pro que o outro diz, na tentativa de evitar uma discussão mais longa.
Mesmo porque, neste momento de tensão fica impossível redirecionar as descargas elétricas cerebrais para regiões ligadas à afetividade ou ao raciocínio lógico, dependendo do teor do papo.
Esses dias, conversando com outros psicólogos, falamos sobre a estranheza causada nas pessoas quando você não está com pressa. Quando se quer saber mais sobre o assunto, pergunta sobre mais detalhes e continua ouvindo interessadamente, cria-se um desconforto.
Parece que a outra pessoa fica esperando que algo aconteça, fica desconfiado se realmente você está interessado, tenta olhar bem nos seus olhos, pra garantir que você está sendo sincero e, as vezes, eu tenho a sensação que algumas pessoas se desesperam pensando que querem se livrar dessa conversa 'esquisita', como se não soubessem lidar com aquilo.
Me lembrei de uma música do Paulino da Viola chamada “Sinal Fechado”
Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe …
Quanto tempo… pois é…
Quanto tempo…
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo… pois é… (pois é… quanto tempo…)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal …
Eu espero você
Vai abrir…
Por favor, não esqueça,
Adeus…
4 de dezembro de 2011
20 de novembro de 2011
Subjetividade Pós-moderna (trecho do trabalho final, Narcisismo e Sociedade - PST/USP)
Os fenômenos pós-modernos dizem respeito às intensas mudanças ocorridas nas últimas décadas nos âmbitos da ciência, das artes e da literatura, desde o final do século XIX. Tais fenômenos, dos quais se destacam a influência do rompimento da antiga fronteira espaço-temporal e o estabelecimento do presente como “o tempo por excelência", têm repercutido de maneira marcante sobre a vivência e a condição humana. (MILLAN, 2010).
Este intenso investimento no presente tem a ver com a busca da satisfação imediata e a consequente intolerância a frustração, aspectos que, juntamente à preocupação extrema com a auto-imagem, deflagram o caráter narcísico da sociedade contemporânea. O indivíduo contemporâneo vive a reatualização do narcisismo primário (FREUD, 1914). Um retorno inevitável, já que tem como premissa a busca de prazer e a recusa da frustração. Como resultado final, as pessoas experimentam o consumo como satisfação primordial, colocando a interação humana em último plano, num mundo com poucos limites intransponíveis.
Neste sentido, as pessoas gastam tempo e dinheiro com a tentativa de imortalizar a juventude, a saúde e a beleza, da mesma forma que dispendem bastante energia na busca por admiração e reconhecimento. Para isso, permanecem ligadas o tempo todo em seus celulares e sites sociais buscando novos contatos e a satisfação narcísica de serem vistas e solicitadas. Hougan apud Lash (1983) afirmou que hoje o narcisismo coletivo se transformou na disposição predominante e num outro texto, Lash (1986) fala sobre a extinção das tradições e do significado da posteridade em seu sentido histórico como mais um reflexo do imediatismo pós-moderno, demonstrando uma “paixão predominante” por viver o agora, “viver para si, não para os que virão ou para a posteridade”. (p.25).
Hoje em dia, contando com o incentivo dos meios de comunicação em massa e a proliferação das linhas de terapias alternativas, além de toda tecnologia voltada à estética que inclue cirurgias plásticas, medicamentos e tratamentos diversos, as pessoas cultuam seus corpos. Este foco no corpo, algumas vezes está atrelado a um ideal estético e outras à saúde, bem estar e a integração indivíduo-cosmo (LASH, 1986).
Tal configuração psicossocial provoca fragilidade nas relações humanas, que são percebidas pelo indivíduo contemporâneo como sendo tão efêmeras e passíveis de consumo – uso e troca, quanto as coisas e serviços aos quais tem acesso. As pessoas não se encontram suscetíveis a um apego substancial. Nas coisas, porque se pode perder a próxima novidade e nas relações, pela impossibilidade do homem moderno em investir em relações duradouras.
“Ambos podem conjugar seus esforços durante um tempo, mas logo a destruição ultrapassa as possibilidades do sujeito, que não dispõe dos investimentos necessários para o estabelecimento de uma relação objetal durável e para o progressivo engajamento numa implicação pessoal profunda que exige a preocupação com o outro” (GREEN, 1988, p. 260).
Outra característica importante dos nossos tempos diz respeito ao que Lash (1983) chamou de “o sentido do fim” e sua emergência em criar e seguir manuais de sobrevivência. O autor fala de como os acontecimentos do século XX que dizem respeito à vitimização humana em massa, em especial o holocausto, geraram no ser humano a sensação de perigo iminente, promovendo a interiorização deste “sentido de um fim”. Para dar conta disto e na tentativa de se proteger de um futuro ameaçador e incerto, o homem passou a adotar ações individuais, assumindo que estas podem, de alguma maneira, impactar o curso dos acontecimentos. Fator que o leva a distanciar-se ainda mais do âmbito público, do social, na medida em que coloca seu foco na sucessão de crises de seu próprio cotidiano.
Segundo Brandão (1989), este demasiado aprofundamento na “linha narcísica da alma” oferece perigos não somente encontrados na “auto-contentação, no solipsismo, no incesto intrapsíquico, mas também no suicídio”. Para Narciso sua desilusão estava ligada à falta de equivalência da imagem refletida e amada com o mundo real e objetivo, fator que motivou um “suicídio anoréxico” (p.184).
A mesma ausência de vitalidade, ou o mesmo tipo de suicídio, que também é social, é encontrada no modelo de vida do homem pós-moderno, que tem como premissa a estruturação de projetos e sonhos sobre o Ideal de Eu, base na qual finca suas expectativas. Estas pessoas seguem num caminho de idealizações que, em função de seu caráter fantasmático, não podem se relacionar profundamente com a realidade, embora produzam sentimentos de medo e insegurança quando com ela deparam. Green (1988) esclarece esta dinâmica ao explicar que a função paterna da atualidade está infiltrada pelo narcisismo e, por isso, o amor fica condicional. Neste sentido, falando do relacionamento entre pais e filhos, o autor afirma que hoje a criança será amada, na medida em que responder aos objetivos parentais.
Para Lash (1983) a configuração social da atualidade tem destruído toda forma de autoridade patriarcal e causado debilidade ao superego social, configurando uma sociedade extremamente permissiva. Por outro lado, este fenômeno não alcança o superego individual de forma proporcional antes, a ausência dos antigos limites sociais favorece que o superego sádico se desenvolva “à custa do ideal do ego” (p.33, nota de rodapé). A consequência é que as pessoas acabam sendo consumidas pelo ódio. E com a intenção de desenvolver novas defesas contra este ódio, se tornam socialmente suaves e submissas, embora continuem fervendo em seu interior (LASH, 1983).
Para Green (1988):
“O ódio recalcado é o resultado de uma desintrincação pulsional, sendo que todo desligamento enfraquece o investimento libidinal erótico liberando, em consequência, os investimentos destrutivos’ (p. 263).
Em suma, a cultura do narcisismo vai contra os fenômenos sociabilizadores, impedindo que o homem pós-modernos se movimente em direção à alteridade, antes, o conduz aos ideais narcísicos e, por isso, aos processos primitivos individuais. Esta dinâmica também favorece a exclusão social e assinala a diversidade como indesejável.
Bibliografia básica:
Cultura do Narcisismo e Mínimo Eu, Cristopher Lash.
Narcisismo de Vida, narcisismo de Morte, André Green.
Tempo e Felicidade e Tempo e Subjetividade no mundo Contemporâneo: Ressonâncias da Clínica Psicanalítica, Marilia Millan.
Mitologia Grega, junito de Souza Brandão.
Este intenso investimento no presente tem a ver com a busca da satisfação imediata e a consequente intolerância a frustração, aspectos que, juntamente à preocupação extrema com a auto-imagem, deflagram o caráter narcísico da sociedade contemporânea. O indivíduo contemporâneo vive a reatualização do narcisismo primário (FREUD, 1914). Um retorno inevitável, já que tem como premissa a busca de prazer e a recusa da frustração. Como resultado final, as pessoas experimentam o consumo como satisfação primordial, colocando a interação humana em último plano, num mundo com poucos limites intransponíveis.
Neste sentido, as pessoas gastam tempo e dinheiro com a tentativa de imortalizar a juventude, a saúde e a beleza, da mesma forma que dispendem bastante energia na busca por admiração e reconhecimento. Para isso, permanecem ligadas o tempo todo em seus celulares e sites sociais buscando novos contatos e a satisfação narcísica de serem vistas e solicitadas. Hougan apud Lash (1983) afirmou que hoje o narcisismo coletivo se transformou na disposição predominante e num outro texto, Lash (1986) fala sobre a extinção das tradições e do significado da posteridade em seu sentido histórico como mais um reflexo do imediatismo pós-moderno, demonstrando uma “paixão predominante” por viver o agora, “viver para si, não para os que virão ou para a posteridade”. (p.25).
Hoje em dia, contando com o incentivo dos meios de comunicação em massa e a proliferação das linhas de terapias alternativas, além de toda tecnologia voltada à estética que inclue cirurgias plásticas, medicamentos e tratamentos diversos, as pessoas cultuam seus corpos. Este foco no corpo, algumas vezes está atrelado a um ideal estético e outras à saúde, bem estar e a integração indivíduo-cosmo (LASH, 1986).
Tal configuração psicossocial provoca fragilidade nas relações humanas, que são percebidas pelo indivíduo contemporâneo como sendo tão efêmeras e passíveis de consumo – uso e troca, quanto as coisas e serviços aos quais tem acesso. As pessoas não se encontram suscetíveis a um apego substancial. Nas coisas, porque se pode perder a próxima novidade e nas relações, pela impossibilidade do homem moderno em investir em relações duradouras.
“Ambos podem conjugar seus esforços durante um tempo, mas logo a destruição ultrapassa as possibilidades do sujeito, que não dispõe dos investimentos necessários para o estabelecimento de uma relação objetal durável e para o progressivo engajamento numa implicação pessoal profunda que exige a preocupação com o outro” (GREEN, 1988, p. 260).
Outra característica importante dos nossos tempos diz respeito ao que Lash (1983) chamou de “o sentido do fim” e sua emergência em criar e seguir manuais de sobrevivência. O autor fala de como os acontecimentos do século XX que dizem respeito à vitimização humana em massa, em especial o holocausto, geraram no ser humano a sensação de perigo iminente, promovendo a interiorização deste “sentido de um fim”. Para dar conta disto e na tentativa de se proteger de um futuro ameaçador e incerto, o homem passou a adotar ações individuais, assumindo que estas podem, de alguma maneira, impactar o curso dos acontecimentos. Fator que o leva a distanciar-se ainda mais do âmbito público, do social, na medida em que coloca seu foco na sucessão de crises de seu próprio cotidiano.
Segundo Brandão (1989), este demasiado aprofundamento na “linha narcísica da alma” oferece perigos não somente encontrados na “auto-contentação, no solipsismo, no incesto intrapsíquico, mas também no suicídio”. Para Narciso sua desilusão estava ligada à falta de equivalência da imagem refletida e amada com o mundo real e objetivo, fator que motivou um “suicídio anoréxico” (p.184).
A mesma ausência de vitalidade, ou o mesmo tipo de suicídio, que também é social, é encontrada no modelo de vida do homem pós-moderno, que tem como premissa a estruturação de projetos e sonhos sobre o Ideal de Eu, base na qual finca suas expectativas. Estas pessoas seguem num caminho de idealizações que, em função de seu caráter fantasmático, não podem se relacionar profundamente com a realidade, embora produzam sentimentos de medo e insegurança quando com ela deparam. Green (1988) esclarece esta dinâmica ao explicar que a função paterna da atualidade está infiltrada pelo narcisismo e, por isso, o amor fica condicional. Neste sentido, falando do relacionamento entre pais e filhos, o autor afirma que hoje a criança será amada, na medida em que responder aos objetivos parentais.
Para Lash (1983) a configuração social da atualidade tem destruído toda forma de autoridade patriarcal e causado debilidade ao superego social, configurando uma sociedade extremamente permissiva. Por outro lado, este fenômeno não alcança o superego individual de forma proporcional antes, a ausência dos antigos limites sociais favorece que o superego sádico se desenvolva “à custa do ideal do ego” (p.33, nota de rodapé). A consequência é que as pessoas acabam sendo consumidas pelo ódio. E com a intenção de desenvolver novas defesas contra este ódio, se tornam socialmente suaves e submissas, embora continuem fervendo em seu interior (LASH, 1983).
Para Green (1988):
“O ódio recalcado é o resultado de uma desintrincação pulsional, sendo que todo desligamento enfraquece o investimento libidinal erótico liberando, em consequência, os investimentos destrutivos’ (p. 263).
Em suma, a cultura do narcisismo vai contra os fenômenos sociabilizadores, impedindo que o homem pós-modernos se movimente em direção à alteridade, antes, o conduz aos ideais narcísicos e, por isso, aos processos primitivos individuais. Esta dinâmica também favorece a exclusão social e assinala a diversidade como indesejável.
Bibliografia básica:
Cultura do Narcisismo e Mínimo Eu, Cristopher Lash.
Narcisismo de Vida, narcisismo de Morte, André Green.
Tempo e Felicidade e Tempo e Subjetividade no mundo Contemporâneo: Ressonâncias da Clínica Psicanalítica, Marilia Millan.
Mitologia Grega, junito de Souza Brandão.
21 de outubro de 2011
O futuro
Quando eu era criança imagina muitas coisas pro meu futuro.
Na verdade eu era o tipo de criança que, como diziam na minha época, vivia no mundo da Lua!
Eram tantos planos e sonhos...eu queria ser bailarina, pianista, professora, mãe e queria viaja muito mais.
Me lembro que eu queria morar na praia, pois eu achava que poderia tomar sol todos os dias e depois de enjoar de mergulhar em ondas de espuma bem brancas (meu parâmetro eram as ondas Copacabana, a praia que mais frequentávavmos) eu voltaria pra casa e comeria macarronada, meu prato predileto até hoje!
Meu mundo de fantasias não tinha rostos, cenários ou roteiros específicos, mas tinha de tudo um pouco: encontros, passeios, paisagens, platéias, atores de filme de faroeste que eu assistia com meu pai, galãs de novela e bebês Johnsons (outras duas expressões da minha época de criança).
Nas estórias que eu imaginava eu estava sempre toda arrumada, com as unhas pintadas, baton e salto alto - eu tinha um tamanquinho que eu não trocava por nada.
Eu venho pensando no futuro nos últimos dias e é engraçado como pensar no futuro me fez lembrar do passado, seria um tipo de resgate? Se for isso, que seja de tênis!
E acabei também pensando no presente e na velocidade com que os dias passam. Acho que as atividades do presente são tantas que é preciso muito esforço pra "lembrar" o futuro.
Mas eu não quero desistir, não quero ser vencida pela intensidade ou pela velocidade do presente, nem tão pouco pela impossibilidade de governo do futuro.
Quero escrever, pensar, desejar e sonhar o futuro, quero vivê-lo e tomar decisões que o construa, nem que pra isso eu precise resgatar as memórias e a coragem de sonhar da minha infância.
Na verdade eu era o tipo de criança que, como diziam na minha época, vivia no mundo da Lua!
Eram tantos planos e sonhos...eu queria ser bailarina, pianista, professora, mãe e queria viaja muito mais.
Me lembro que eu queria morar na praia, pois eu achava que poderia tomar sol todos os dias e depois de enjoar de mergulhar em ondas de espuma bem brancas (meu parâmetro eram as ondas Copacabana, a praia que mais frequentávavmos) eu voltaria pra casa e comeria macarronada, meu prato predileto até hoje!
Meu mundo de fantasias não tinha rostos, cenários ou roteiros específicos, mas tinha de tudo um pouco: encontros, passeios, paisagens, platéias, atores de filme de faroeste que eu assistia com meu pai, galãs de novela e bebês Johnsons (outras duas expressões da minha época de criança).
Nas estórias que eu imaginava eu estava sempre toda arrumada, com as unhas pintadas, baton e salto alto - eu tinha um tamanquinho que eu não trocava por nada.
Eu venho pensando no futuro nos últimos dias e é engraçado como pensar no futuro me fez lembrar do passado, seria um tipo de resgate? Se for isso, que seja de tênis!
E acabei também pensando no presente e na velocidade com que os dias passam. Acho que as atividades do presente são tantas que é preciso muito esforço pra "lembrar" o futuro.
Mas eu não quero desistir, não quero ser vencida pela intensidade ou pela velocidade do presente, nem tão pouco pela impossibilidade de governo do futuro.
Quero escrever, pensar, desejar e sonhar o futuro, quero vivê-lo e tomar decisões que o construa, nem que pra isso eu precise resgatar as memórias e a coragem de sonhar da minha infância.
2 de outubro de 2011
Quem somos nós? O início de uma reflexão Psicológica.
Para responder a essa pergunta, creio que será preciso muito mais do que um texto reflexivo num blog.
Para dar resposta a essa dúvida, que atingi mais ou menos aspectos da vida de cada um, será preciso envolver recursos psicológicos que muitas vezes, apesar de existirem em nós, permanecem aterrados por modus operandis rígidos, inflexíveis.
Há muito a percepção humana tem sido investigada na tentativa de teorizar cientificamente como exatamente ela funciona.
Tal descoberta, além de todo carater interessante que possui, proporcionaria ao indivíduo que tivesse acesso ao tema, muito mais do que conhecimento científico.
Creio que há em nós, além da sede pelo conhecimento das coisas e das pessoas, um desejo intenso de auto-conhecimento e de sentimento de pertencimento (em psicologia,o tema Sentimento de Pertencimento é bastante utilizado para expressar o desejo humano de viver em sociedade e manter relações importantes de diferentes graus de envolvimento).
Atulamente, este sentimento de pertencer tem sido prejudicado, em muitas instâncias, pela globalização cultural. A mistura cultural que presenciamos nos dias de hoje acaba por atacar o sentimento de pertencer, na medida em que nos ocupa com as novidades e costumes externos a nossa cultura e nos distancia da nossa história.
No Brasil, essa é uma questão importante, não só pela grande influencia americana que sofremos, ou absorvemos sem muita crítica, mas pela falta de cuidado com os signos da nossa história. Nossos museus e ícones culturais não recebem atenção como os dos países europeus, por exemplo, que, apesar de sofrerem influencias externas do turismo, e creio que o exemplo mais significativo deste movimento na Europa seja Paris, ainda mantém bem cuidados seus ícones culturais.
Numa análise mais "doméstica", essa pergunta vem com mais intensidade...quem somos nós? Quem são nossos familiares, onde estão, que tipo de relação que mantemos com eles?
E indo mais longe, ou, na verdade chegando mais perto, se colocarmos em prática nossa auto-percepção nos depararemos com perguntas feitas na primeira pessoa : "Quem sou eu? Qual a minha história mesmo? Quais eram meus planos e quais são agora? Quais são minhas expectativas profissionais, pessoais, familiares? Quais são minhas convicções? O que eu amo e o que eu odeio?"
Bem...estas perguntas que quem leu este texto pode ter pego pra si, compõe, com muitas outras, uma reflexão que começou em mim há muitos anos e que permanece ativa no processo de estruturação dinâmica da minha Identidade.
Para dar resposta a essa dúvida, que atingi mais ou menos aspectos da vida de cada um, será preciso envolver recursos psicológicos que muitas vezes, apesar de existirem em nós, permanecem aterrados por modus operandis rígidos, inflexíveis.
Há muito a percepção humana tem sido investigada na tentativa de teorizar cientificamente como exatamente ela funciona.
Tal descoberta, além de todo carater interessante que possui, proporcionaria ao indivíduo que tivesse acesso ao tema, muito mais do que conhecimento científico.
Creio que há em nós, além da sede pelo conhecimento das coisas e das pessoas, um desejo intenso de auto-conhecimento e de sentimento de pertencimento (em psicologia,o tema Sentimento de Pertencimento é bastante utilizado para expressar o desejo humano de viver em sociedade e manter relações importantes de diferentes graus de envolvimento).
Atulamente, este sentimento de pertencer tem sido prejudicado, em muitas instâncias, pela globalização cultural. A mistura cultural que presenciamos nos dias de hoje acaba por atacar o sentimento de pertencer, na medida em que nos ocupa com as novidades e costumes externos a nossa cultura e nos distancia da nossa história.
No Brasil, essa é uma questão importante, não só pela grande influencia americana que sofremos, ou absorvemos sem muita crítica, mas pela falta de cuidado com os signos da nossa história. Nossos museus e ícones culturais não recebem atenção como os dos países europeus, por exemplo, que, apesar de sofrerem influencias externas do turismo, e creio que o exemplo mais significativo deste movimento na Europa seja Paris, ainda mantém bem cuidados seus ícones culturais.
Numa análise mais "doméstica", essa pergunta vem com mais intensidade...quem somos nós? Quem são nossos familiares, onde estão, que tipo de relação que mantemos com eles?
E indo mais longe, ou, na verdade chegando mais perto, se colocarmos em prática nossa auto-percepção nos depararemos com perguntas feitas na primeira pessoa : "Quem sou eu? Qual a minha história mesmo? Quais eram meus planos e quais são agora? Quais são minhas expectativas profissionais, pessoais, familiares? Quais são minhas convicções? O que eu amo e o que eu odeio?"
Bem...estas perguntas que quem leu este texto pode ter pego pra si, compõe, com muitas outras, uma reflexão que começou em mim há muitos anos e que permanece ativa no processo de estruturação dinâmica da minha Identidade.
6 de setembro de 2011
Solomon E. Asch, Psicologia Social
Nos últimos dias, eu venho estudando alguns textos do psicólogo Solomon Asch.
Na busca de conhecer profundamente como se dá a influência que as pessoas exercem umas sobre as outras, Asch estudou os processos de interação grupal e, em função disto, contribuiu para a definição de modelos experimentais na área da Psicologia Social.
Asch nasceu em em 1907 na Polônia e migrou para os Estados Unidos em 1920, quando naturalizou-se norte americano. Faleceu em 1996, deixando idéias muito interessantes e textos bons de ler. Escolhi um trecho que gostei bastante e que me levou a pensar na relação psicólogo-paciente, especialmente.
"[...] as pessoas agem com referência umas às outras. Para tomar nosso lugar diante dos outros, precisamos perceber a sua existência e conseguir certa compreensão das necessidades, das emoções e dos pensamentos uns dos outros.
As interações, que estão entre os acontecimentos mais originais da natureza, ocorrem entre as pessoas e produzem resultados de grande diversidade, que são a base de todos os acontecimentos sociais subsequentes. Cada pessoa é a origem e o centro de efeitos psicológicos que se expande para o interior da vida de outros.
[esta intereação] Pode produzir interesse e compreensão, pode exercer efeitos vivificadores, mortificadores ou deformadores.
As emoções, os pensamentos e os motivos de uma pessoa agem como forças para pôr em movimento as atividades psicológicas das outras".
Na busca de conhecer profundamente como se dá a influência que as pessoas exercem umas sobre as outras, Asch estudou os processos de interação grupal e, em função disto, contribuiu para a definição de modelos experimentais na área da Psicologia Social.
Asch nasceu em em 1907 na Polônia e migrou para os Estados Unidos em 1920, quando naturalizou-se norte americano. Faleceu em 1996, deixando idéias muito interessantes e textos bons de ler. Escolhi um trecho que gostei bastante e que me levou a pensar na relação psicólogo-paciente, especialmente.
"[...] as pessoas agem com referência umas às outras. Para tomar nosso lugar diante dos outros, precisamos perceber a sua existência e conseguir certa compreensão das necessidades, das emoções e dos pensamentos uns dos outros.
As interações, que estão entre os acontecimentos mais originais da natureza, ocorrem entre as pessoas e produzem resultados de grande diversidade, que são a base de todos os acontecimentos sociais subsequentes. Cada pessoa é a origem e o centro de efeitos psicológicos que se expande para o interior da vida de outros.
[esta intereação] Pode produzir interesse e compreensão, pode exercer efeitos vivificadores, mortificadores ou deformadores.
As emoções, os pensamentos e os motivos de uma pessoa agem como forças para pôr em movimento as atividades psicológicas das outras".
14 de agosto de 2011
Pilates e Corrida
A vida de um corredor inclui muita disciplina, não apenas ao que se refere ao treinamento específico, mas também a todo cuidado relacionado à alimentação e à preparação músculo-articular. Essa última, essencial para evitar lesões.
Considerando a intensidade desta atividade e o fato de sua dinâmica tornar impossível a percepção consciente de todo o corpo, a importância de cuidar dos músculos e das articulações é imensa, pois, uma vez lesionado, o corredor terá que trilhar um longo caminho rumo à recuperação que envolve, muitas vezes, a interrupção na prática da corrida, bem como a presença de uma boa dose de desânimo, que pode levar o corredor ao abandono da prática. A ansiedade também é um sentimento que acomete atletas lesionados e, muitas vezes, os leva de volta aos treinos antes do tempo ideal de recuperação. A volta antecipada (ou a volta à intensidade anterior de treino antes da recuperação total), muito mais comum do que a desistência da prática, é bastante preocupante, pois poderá dar início a uma série de reincidências de lesões, gerando alterações intensas de humor, em função da dor física; da sensação de impotência e de perda de capacidade física; e da piora no desempenho.
Apesar da musculação ser uma ótima opção de trabalho para prevenir lesões músculo-articulares, ela apresenta alguns aspectos que interferem em sua prática, como o ajuste exato entre volume e sobrecarga - para não interferir negativamente sobre os treinos específicos de corrida; a periodização dos treinos que deve considerar os treinos específicos e competições e, pensando em fatores emocionais, a dificuldade de encontrar motivação para manter a freqüência dos treinos com pesos.
Diante da necessidade extrema de proteção muitos corredores têm encontrado no Pilates uma saída eficiente e prazerosa. Diferentemente do que muitos pensam, o Pilates pode sim subistituir a musculação (exceto se o seu objetivo for a hipertrofia muscular), pois, sua prática promove um fortalecimento muscular eficiente - especialmente de musculaturas mais profundas ou de controle relacionadas à manutenção postural e a proteção articular; aumento da flexibilidade; ganho de equilíbrio muscular e mobilidade articular.
Pensando especificamente no fortalecimento muscular profundo e ganho de mobilidade articular, o Pilates se apresenta como um aliado importante aos atletas de corrida na medida em que prepara o corpo de forma global e profunda para responder a solicitações dinâmica da corrida: movimentos complexos e simultâneos com ativação de musculaturas profundas e mecanismos corporais de resposta imediata.
Nesse sentido, o Pilates dá condições ao corpo de se adaptar de forma eficiente às exigências da corrida, através do controle corporal e da integração consciente de todo o corpo. Por meio do equilíbrio muscular e da mobilidade corporal, o impacto sobre as articulações fica menos agressivo, na medida em que há uma melhora na distribuição de sobrecarga.
Por fim, o praticante desenvolve condições de realizar correção e/ou ajuste do "gesto técnico" específico da modalidade - nas aulas de Pilates e durante a corrida propriamente. O resultado de tudo isso é a melhora da performance e do desempenho, por meio de mais fluidez, estabilidade e controle.
O prazer da prática do Pilates fica por conta da liberação de endorfina através, especialmente, do trabalho respiratório e de mobilidade de coluna - onde há muitas terminações nervosas.
22 de julho de 2011
Law & Order Special Victims Unit
Eu adoro a série Law & Order SVU e assisto sempre que posso.
A série se passa na cidade de Nova York. Foi criada e produzida por Dick Wolf e acumula anos de sucesso. É transmitida pela Universal às terças-feiras, 23h, mas é reprisada em horários diversos durante a semana toda.
É centrada quase que exclusivamente em dois detetives, Olivia Benson (Mariska Hargitay) e Eliot Stabler (Christopher Meloni)
Com o progresso da série, novos personagens foram inseridos. Os episódios mostram os detetives durante as investigações e depois os julgamentos dos réus no tribunal.
Pra mim, e pra algumas pessoas com quem falo a respeito, a série funciona como catarse profunda e eficiente, na medida em que permite o deslocamento de todo ódio e repulsa por pedófilos, agressores e estupradores, e uma intensa identificação com os detetives, que vão além de suas obrigações na busca de justiça, quebrando regras e, na maioria das vezes, se envolvend0 com o caso e se identificando com as vítimas.
Os detetives então, lutam pelas vítimas como super heróis ou pais protetores.
Hoje assisti a um episódio no qual uma mãe, irritada com a filha que não parava de chorar durante a noite em que o amante tinha ido a sua casa, chacoalha a menina, uma garotinha de 1ano e meio, com força e causa nela um tipo de lesão cerebral.
Durante a investigação muitos suspeitos parecem culpados. Um estranho que frequentava o parque, a babá da menina, a babá amiga da babá da menina, o amante da mãe.
A cada possibilidade de descobriri o real culpado e a cada pergunta com duplo sentido feito pelos detetives eu conseguia deslocar mais sentimentos socialmente inaceitáveis, como ódio e desejo de vingança, queria justiça pela garotinha.
E o detetive Eliot também! Ficou no ar, até o final do episódio, a incógita de porque tanto empenho dele no caso, até que, numa cena emocionante, ele conta sobre um dia em que bateu na própria filha e como se este caso o fez reviver seu arrependido e se deparar com o medo do que poderia ter acontecido.
Quem nunca pensou nisso depois de ter feito uma bobagem e de ter magoado alguém profundamente? O detetive chora, eu também! The End!
A série se passa na cidade de Nova York. Foi criada e produzida por Dick Wolf e acumula anos de sucesso. É transmitida pela Universal às terças-feiras, 23h, mas é reprisada em horários diversos durante a semana toda.
É centrada quase que exclusivamente em dois detetives, Olivia Benson (Mariska Hargitay) e Eliot Stabler (Christopher Meloni)
Com o progresso da série, novos personagens foram inseridos. Os episódios mostram os detetives durante as investigações e depois os julgamentos dos réus no tribunal.
Pra mim, e pra algumas pessoas com quem falo a respeito, a série funciona como catarse profunda e eficiente, na medida em que permite o deslocamento de todo ódio e repulsa por pedófilos, agressores e estupradores, e uma intensa identificação com os detetives, que vão além de suas obrigações na busca de justiça, quebrando regras e, na maioria das vezes, se envolvend0 com o caso e se identificando com as vítimas.
Os detetives então, lutam pelas vítimas como super heróis ou pais protetores.
Hoje assisti a um episódio no qual uma mãe, irritada com a filha que não parava de chorar durante a noite em que o amante tinha ido a sua casa, chacoalha a menina, uma garotinha de 1ano e meio, com força e causa nela um tipo de lesão cerebral.
Durante a investigação muitos suspeitos parecem culpados. Um estranho que frequentava o parque, a babá da menina, a babá amiga da babá da menina, o amante da mãe.
A cada possibilidade de descobriri o real culpado e a cada pergunta com duplo sentido feito pelos detetives eu conseguia deslocar mais sentimentos socialmente inaceitáveis, como ódio e desejo de vingança, queria justiça pela garotinha.
E o detetive Eliot também! Ficou no ar, até o final do episódio, a incógita de porque tanto empenho dele no caso, até que, numa cena emocionante, ele conta sobre um dia em que bateu na própria filha e como se este caso o fez reviver seu arrependido e se deparar com o medo do que poderia ter acontecido.
Quem nunca pensou nisso depois de ter feito uma bobagem e de ter magoado alguém profundamente? O detetive chora, eu também! The End!
20 de junho de 2011
Parque do Povo, São Paulo
No domingo passado eu fui pela terceira vez correndo da minha casa até o Parque do Povo. Um parque relativamente novo e pequeno situado no final da Av. Jucelino Kubichek, do ladinho da Marginal do Rio Pinheiros em São Paulo.
Minha decisão inicial era ir até a academia de plantão e fazer um pouco de musculação, mas quando entrei na Marginal pra pegar a ponte e trocar de lado me deparei com um super trânsito.
Imagine...em pleno domingo ensolarado enfentar congestionamento!? Desisti, fiz a volta, estacionei o carro na garagem e saí correndo!
O Jardim Paulistano é um bairro bem bonito e, tirando a saída de serviço do Clube Pinheiros, o percurso até o parque é bastante agradável! Lá fui eu ao som das minhas músicas prediletas no ipod e, cantando mais alto do que os demais pedrestres gostariam, rapidamente cheguei ao meu destino.
Assim que entrei no parque comecei a me sentir mais feliz. Pessoas praticando esporte, crianças aprendendo a andar de bicicleta e cachorros simpáticos acompanhando seus donos.
Dei uma volta em volta das quadras esportivas e percebi que talvez correr não fosse a melhor opção pra mim naquele momento. Eu queria ver as pessoas, reparar no jeito que os pais abraçam e brincam com os filhos. Queria sentir o sol batendo em meu rosto e experimentar uma respiração mais profunda em meio as poucas, porém lindas árvores.
O contraste entre a natureza e visão da marginal, beirando o rio todo descuidado mexeu comigo, tanta vida e tanta morte tão próximas!
Fui parando de correr e vi pessoas de diferentes idades usufruindo do pouco espaço de natureza que lhes era possível, me identifiquei com elas.
Decidi me focar na vida e qual estímulo poderia ser maior do que um monte de crianças brincando?! Aqueles rostinhos divertidos me fizeram lembrar de todas as outras que conheço...Matheus, Marcelo, Diego, Tarso, André, Dudu, Manuela, Luma, Henrique, Nathan, Vicenzo, Pedrinho, Maria Vitória, Heitor, Antonio, Tetê!
Dei mais uma voltinha, minha música predileta merecia isso: "Ready to love again" Lady Antebellum (http://www.youtube.com/watch?v=9pw-e9dnYSU).
Quando a música acabou voltei correndo, literalmente, pra casa...me deu saudade do meu amor!
Minha decisão inicial era ir até a academia de plantão e fazer um pouco de musculação, mas quando entrei na Marginal pra pegar a ponte e trocar de lado me deparei com um super trânsito.
Imagine...em pleno domingo ensolarado enfentar congestionamento!? Desisti, fiz a volta, estacionei o carro na garagem e saí correndo!
O Jardim Paulistano é um bairro bem bonito e, tirando a saída de serviço do Clube Pinheiros, o percurso até o parque é bastante agradável! Lá fui eu ao som das minhas músicas prediletas no ipod e, cantando mais alto do que os demais pedrestres gostariam, rapidamente cheguei ao meu destino.
Assim que entrei no parque comecei a me sentir mais feliz. Pessoas praticando esporte, crianças aprendendo a andar de bicicleta e cachorros simpáticos acompanhando seus donos.
Dei uma volta em volta das quadras esportivas e percebi que talvez correr não fosse a melhor opção pra mim naquele momento. Eu queria ver as pessoas, reparar no jeito que os pais abraçam e brincam com os filhos. Queria sentir o sol batendo em meu rosto e experimentar uma respiração mais profunda em meio as poucas, porém lindas árvores.
O contraste entre a natureza e visão da marginal, beirando o rio todo descuidado mexeu comigo, tanta vida e tanta morte tão próximas!
Fui parando de correr e vi pessoas de diferentes idades usufruindo do pouco espaço de natureza que lhes era possível, me identifiquei com elas.
Decidi me focar na vida e qual estímulo poderia ser maior do que um monte de crianças brincando?! Aqueles rostinhos divertidos me fizeram lembrar de todas as outras que conheço...Matheus, Marcelo, Diego, Tarso, André, Dudu, Manuela, Luma, Henrique, Nathan, Vicenzo, Pedrinho, Maria Vitória, Heitor, Antonio, Tetê!
Dei mais uma voltinha, minha música predileta merecia isso: "Ready to love again" Lady Antebellum (http://www.youtube.com/watch?v=9pw-e9dnYSU).
Quando a música acabou voltei correndo, literalmente, pra casa...me deu saudade do meu amor!
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