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22 de novembro de 2010

Sobre meu TCC, tema: Representação Social das Mulheres Contemporâneas: A Construção da Subjetividade frente às Pressões Sociais

Investigou-se as representações sociais da mulher contemporânea de classe média-alta, entre 35 e 45 anos, casada, com filhos, profissionalmente ativa de nacionalidade brasileira, com foco em sua experiência subjetiva frente às pressões sociais que contemplam: regras familiares, cuidados pessoais, cuidado dos filhos e relacionamento conjugal.
Buscou-se identificar os fatores estressantes contidos nesta realidade, bem como conhecer os ganhos pessoais e profissionais do lugar feminino na atualidade. O instrumento de pesquisa proposto foi a entrevista reflexiva e uma devolutiva realizadas individualmente. Os resultados foram avaliados através de uma análise qualitativa.
Como exemplo de aspectos importantes encontrados nesta pesquisa, temos a maternidade como um forte motivo para mudança na vida da mulher; mudanças essas que, vinculadas à felicidade de ser mãe, denotam o quanto esta nuance feminina permanece ligada à representação social da mulher na contemporaneidade.
Outro aspecto encontrado diz da sensação de autonomia e a satisfação da mulher mãe economicamente ativa, bem como a organização que este lugar requer, especialmente no que se refere à questão do tempo.
Também há um sentimento de sobrecarga de assunção de responsabilidades e, segundo elas, uma boa solução é a inclusão do homem nas atividades cotidianas e no cuidado com os filhos. Nossa pesquisa identificou que há um impacto visto como positivo da independência feminina sobre o relacionamento conjugal.
Esses dados nos permitem concluir que pesquisa é bastante interessante, ampla e capaz de nos encaminhar rumo à compreensão da subjetividade da mulher contemporânea frente às pressões sociais.

29 de junho de 2010

Todas transpiramos pelas mesmas coisas

Estava pensando o quanto este slogan da nova propaganda da Rexona, estrelado por Camila Pitanga, diz a nós mulheres.

Quando assisto a ela, me lembro da pesquisa na qual estou envolvida (meu TCC), cujo tema é: Mulher Contemporânea: As pressões sociais e sua subjetividade.

O objetivo deste estudo é investigar as concepções da mulher contemporânea: casada, com filho(s) e profissionalmente ativa, na tentativa de compreender sua forma de ser diante da manutenção do lugar do feminino.

Outros aspectos observados foram os fatores estressantes contidos nesta realidade, bem como os ganhos de ter uma vida social potencialmente mais ampla, em termos pessoais e profissionais, comparados aos de épocas anteriores.

Foi muito gostoso entrevistar estas mulheres e ouvi-las contar pelo que transpiram, todas pelas mesmas coisas, certamente: tempo com os filhos, prazos profissionais a serem cumpridos, cuidados pessoais, relacionamento conjugal, criatividade e energia extra para lidar com o mito de beleza da sociedade contemporânea e uma intensa preocupação em não abandonar seus sonhos familiares, que incluem o desejo de ter outros filhos, embora este sonho seja deixado de lado, em alguns casos, por causa do receio de não dar conta de um quantum extra de suor.

Mas esta é apenas uma porção de toda população feminina mundial a experimentar realidades jamais pensadas antigamente. Ao todo somamos milhões de gandulas sudoríparas, ativadas pela determinação e garra femininas.

Sem esquecer que, durante muito tempo a nossa expressão esteve bloqueada pelo machismo que nos calava com suas regras discriminatórias, promovendo´, inclusive, a extinção da possibilidade de desejar e de se queixar.

Apesar de hoje vermos destacada a importância da representação social feminina, muito ainda há para ser conquistado. Meu desejo é que nesta caminhada possamos ter mais suor do que lágrimas.

Leia sobre o tema::

ARÁN, M. Os Destinos Da Diferença Sexual Na Cultura Contemporânea. Revista Estudos Feministas, July/Dez 2003, Vol 11, n.2, Florianópolis. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-026X2003000200004&script=sci_arttext&tlng=in

CORREIA, G. B. Sexualidade e Maternidade: “nós” e “laço” de um fenômeno cultural. Revista Brasileira de Sexualidade Humana, 1997, nº 1, v8, São Paulo. Disponível em: http://www.adolec.br/bvs/adolec/P/pdf/volumes/volume8_1.pdf#page=11.

SOUZA, D. B. L.; FERREIRA, M. C. Auto-estima pessoal e coletiva em mães e não-mães. Psicologia. Estud. , [online]., vol. 10, n. 01, pp. 19-25. ISSN 1413-7372. Maringá, 2005
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-73722005000100004&script=sci_pdf&tlng=pt

ROUDINESCO, E. A Família em Desordem. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2003

WOLF, N. O Mito da beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. Editora Rocco LTDA. Rio de Janeiro, 1992.