Nem acredito que enfim chegaram as férias...eu estava MESMO precisando! Gosto demais de férias, mas quem não gosta?!
Quando eu era criança, sonhava pra que chegassem logo e aproveitava ao máximo cada segundo. Brincadeiras de rua eram as minhas prediletas: queimada, taco, esconde-esconde e pega-pega. Os patins também não ficavam pra trás, era tudo tão divertido! Férias das aulas de Piano, do ballet, da escola...! Tudo que havia pedido a Deus.
Acordar mais tarde, nada de dormir cedo e nem de lição de casa pra fazer. Professora agora, só eu mesma! Eu tinha uma lousa tamanho família e adorava dar aulas pras minhas amigas e primas na garagem de casa.
Também me lembro das noites de férias lá em casa, tínhamos uma mesa de Snoker e outra de Pebolim, “brinquedos” suficientemente atraentes pra juntar a meninada toda num salão que ficava nos fundos da casa. Estas noites eram incríveis!
Mas de todas estas lembranças existem algumas que ocupam o lugar de sessões especiais de férias, as viagens. Minha mãe conta que numa sexta-feira à tarde, meu pai chegou e disse: "Vamos dar uma volta!", colocou a família toda no carro e foi dirigindo sentido a Rio Santos, parou em Parati e depois em Angra até que chegamos no Rio de Janeiro e ele decidiu: "Melhor dormirmos por aqui!". Passamos numa loja e compramos pijamas e, por fim, passamos o final de semana por lá mesmo.
Meu pai e depois todos nós lá de casa, era apaixonado pelo Rio de Janeiro (cidade onde ele serviu no exército com pára-quedista) Copacabana de preferência e embora tenhamos feito muitas viagens de carro a outros lugares como Argentina, Uruguai, Foz do Iguaçu, Bahia e Rio Grande do Sul, entre outros, o Rio sempre nos pareceu o melhor destino.
Por exemplo, o Ano Novo, sempre no Rio! Que continuava, ano após ano, lindo!
Estas viagens de carro eram boas desde os primeiros momentos na estrada. Minha mãe cantava músicas e contava histórias, obviamente, nos intervalos das fitas que tocavam os Boleros prediletos do meu pai. De vez em quando ainda acordo cantando ou assoviado algum deles.
Meus irmãos me obrigavam a sentar no meio do banco e eu, caçula, não tinha muito como discutir, morria de inveja de não ir sentada na janelinha. Mas teve uma vez que consegui! Fui na melhor janelinha de todas, a janelinha do avião no qual fizemos nosso primeiro vôo, Ponte Aérea São Paulo-Rio, lógico. Isso foi incrível!
Hoje, adulta, em meio aos preparativos pra minha viagem de férias da próxima semana, me peguei com essas lembranças na mente e me deu uma saudade tão grande...!
Saudades das minhas férias de infância e saudades do meu pai.
Mostrando postagens com marcador Cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cotidiano. Mostrar todas as postagens
7 de julho de 2010
9 de maio de 2010
Ecologizando-se
Na época de Avatar, até os assuntos estão sendo reciclados. Quem poderia imaginar, há não muito tempo, duas amigas num café falando sobre sustentabilidade?!
Pois ontem, eu e uma amiga estávamos conversando sobre responsabilidade ambiental e conseqüentemente sobre a culpa neurótica que nos arrebata quando, por exemplo, saímos com várias sacolas plásticas do supermercado.
Eu fico tentando colocar várias coisas numa única sacola e chego a sentir uma pontada enfá(R)tica no peito quando o caixa do super resolve colocar uma sacola dentro da outra pra evitar a queda de uma garrafa de vinho ou frutas pesadas e tomates.
O pior é pensar que preciso das duas, porque a qualidade das sacolas nos mercados é tão ruim que corro o risco de desperdiçar a bendita garrafa de vinho pelo chão e desperdício, você sabe, é crime ambiental.
As vezes essa culpa vem em patamares mais elevados, outras vezes só ameaça aparecer.
Um exemplo disso é quando estou no segundo banho demorado e sempre quente do dia: a culpa quer surgir e eu repito pra mim mesma algo do tipo...”Pelo menos secador de cabelos você quase não usa e economiza água quando lava louça...!” e nessa falsa absolvição, suspiro de prazer debaixo de toda aquela água enquanto a culpa é evaporada.
Quando, na mesma situação, meus argumentos não são suficientes, desligo o chuveiro pra passar shampoo ou creme no cabelo.
Tenho uma amiga que é doutoranda pela USP com pesquisa na área de sustentabilidade e finanças sustentáveis e é bem gostoso conversar com ela. Me sinto menos impossibilitada à evoluir no aspecto da responsabilidade socioambiental durante nossos papos.
Ela diz que o que a gente precisa é aprender a usar as riquezas ambientais de forma mais inteligente, não com tanta irresponsabilidade e abuso, como vemos hoje. A idéia, segundo ela, não é deixar de usufruir o meio ambiente, mas buscar uma maneira menos consumista e menos perversa de fazer isso.
A verdade é que isso tudo ainda é novo pra mim, mas quarta-feira passada eu fiquei mais esperançosa em receber um indulto dos meus crimes ambientais.
Embora essa história soe mais a comodismo e, em certa medida, ignorância, já que não é uma solução minha, mas enfim...lá fui ao mercado de novo e enquanto esperava a minha vez na fila, ouvi a caixa oferecer uma sacola de papel reciclado pra cliente da frente, ao que a cliente respondeu: “Quero sim, quanto custa?”. A caixa explicou que era de graça e percebi em mim e na cliente da frente um mix de felicidade e surpresa, que acabou se intensificando quando a caixa falou: “Essas sacolas de papel fazem parte de uma experiência, mas o supermercado tem uma meta de acabar com todas as sacolas de plástico em 2 anos!”
Poxa! Pensei, que bacana isso!!!!
E quando ela ameaçou colocar minhas frutas em duas sacolas de plástico, uma dentro da outra aliás, eu disse a ela: “Desculpe, mas eu prefiro aquela de papel!”
Só as frutas continuavam pesadas!
Pois ontem, eu e uma amiga estávamos conversando sobre responsabilidade ambiental e conseqüentemente sobre a culpa neurótica que nos arrebata quando, por exemplo, saímos com várias sacolas plásticas do supermercado.
Eu fico tentando colocar várias coisas numa única sacola e chego a sentir uma pontada enfá(R)tica no peito quando o caixa do super resolve colocar uma sacola dentro da outra pra evitar a queda de uma garrafa de vinho ou frutas pesadas e tomates.
O pior é pensar que preciso das duas, porque a qualidade das sacolas nos mercados é tão ruim que corro o risco de desperdiçar a bendita garrafa de vinho pelo chão e desperdício, você sabe, é crime ambiental.
As vezes essa culpa vem em patamares mais elevados, outras vezes só ameaça aparecer.
Um exemplo disso é quando estou no segundo banho demorado e sempre quente do dia: a culpa quer surgir e eu repito pra mim mesma algo do tipo...”Pelo menos secador de cabelos você quase não usa e economiza água quando lava louça...!” e nessa falsa absolvição, suspiro de prazer debaixo de toda aquela água enquanto a culpa é evaporada.
Quando, na mesma situação, meus argumentos não são suficientes, desligo o chuveiro pra passar shampoo ou creme no cabelo.
Tenho uma amiga que é doutoranda pela USP com pesquisa na área de sustentabilidade e finanças sustentáveis e é bem gostoso conversar com ela. Me sinto menos impossibilitada à evoluir no aspecto da responsabilidade socioambiental durante nossos papos.
Ela diz que o que a gente precisa é aprender a usar as riquezas ambientais de forma mais inteligente, não com tanta irresponsabilidade e abuso, como vemos hoje. A idéia, segundo ela, não é deixar de usufruir o meio ambiente, mas buscar uma maneira menos consumista e menos perversa de fazer isso.
A verdade é que isso tudo ainda é novo pra mim, mas quarta-feira passada eu fiquei mais esperançosa em receber um indulto dos meus crimes ambientais.
Embora essa história soe mais a comodismo e, em certa medida, ignorância, já que não é uma solução minha, mas enfim...lá fui ao mercado de novo e enquanto esperava a minha vez na fila, ouvi a caixa oferecer uma sacola de papel reciclado pra cliente da frente, ao que a cliente respondeu: “Quero sim, quanto custa?”. A caixa explicou que era de graça e percebi em mim e na cliente da frente um mix de felicidade e surpresa, que acabou se intensificando quando a caixa falou: “Essas sacolas de papel fazem parte de uma experiência, mas o supermercado tem uma meta de acabar com todas as sacolas de plástico em 2 anos!”
Poxa! Pensei, que bacana isso!!!!
E quando ela ameaçou colocar minhas frutas em duas sacolas de plástico, uma dentro da outra aliás, eu disse a ela: “Desculpe, mas eu prefiro aquela de papel!”
Só as frutas continuavam pesadas!
4 de fevereiro de 2010
Aplicação das regras e dos princípios de uma arte ou de uma ciência:
Esta é a definição Aureliana para a palavra "Prática", palavra que fica na minha cabeça quando penso que agora sim o ano começou!!!
Pelo menos pra mim...primeira semana de aulas na Faculdade e uma combinação de novidades e mesmices, desejos e medos, empolgação e preguiça, uma mistura de coisas diferentes, mas que geram uma ansiedade similiar àquela do primeiro ano, menos intensa, já que nem tudo é tão desconhecido assim.
Parece que foi ontem, eu entrando numa sala de 50 pessoas desonhecidas, depois de ficar longe disso por bastante tempo (a Pós não conta...éramos em 10 amigos próximos e não tinha provas nem trabalhos em grupo).
A maioria das pessoas da minha primeira e agora antiga sala no curso de psicologia havia entrado num curso superior pela primeira vez e estavam curtindo tudo. Eu também curtia, mas minhas expectativas talvez tivessem a mesma natureza com uma cara diferente em função de não ser tudo assim tão novo. Foi um ano especial aquele primeiro.
Hoje confesso que as coisas não são assim tão divertidas como eram naquela época, as responsabilidades, tanto na minha vida pessoal, quanto na faculdade aumentaram muito. Estamos indo rumo ao atendimento psicológico psicanalítico individual de adultos, cada estagiário com seu próprio paciente. À noite vou ligar pro(a) meu primeiro(a) paciente e me sinto muito feliz em viver isso, um momento, que creio, será marcante, pensando não apenas no sentido de fixação na memória que tem essa palavra, mas, especialmente, como um marco, algo que será pra sempre observado por mim como um momento que divide antes e depois.
É...já estava na hora de viver esse sonho na prática!!!!
Pelo menos pra mim...primeira semana de aulas na Faculdade e uma combinação de novidades e mesmices, desejos e medos, empolgação e preguiça, uma mistura de coisas diferentes, mas que geram uma ansiedade similiar àquela do primeiro ano, menos intensa, já que nem tudo é tão desconhecido assim.
Parece que foi ontem, eu entrando numa sala de 50 pessoas desonhecidas, depois de ficar longe disso por bastante tempo (a Pós não conta...éramos em 10 amigos próximos e não tinha provas nem trabalhos em grupo).
A maioria das pessoas da minha primeira e agora antiga sala no curso de psicologia havia entrado num curso superior pela primeira vez e estavam curtindo tudo. Eu também curtia, mas minhas expectativas talvez tivessem a mesma natureza com uma cara diferente em função de não ser tudo assim tão novo. Foi um ano especial aquele primeiro.
Hoje confesso que as coisas não são assim tão divertidas como eram naquela época, as responsabilidades, tanto na minha vida pessoal, quanto na faculdade aumentaram muito. Estamos indo rumo ao atendimento psicológico psicanalítico individual de adultos, cada estagiário com seu próprio paciente. À noite vou ligar pro(a) meu primeiro(a) paciente e me sinto muito feliz em viver isso, um momento, que creio, será marcante, pensando não apenas no sentido de fixação na memória que tem essa palavra, mas, especialmente, como um marco, algo que será pra sempre observado por mim como um momento que divide antes e depois.
É...já estava na hora de viver esse sonho na prática!!!!
31 de janeiro de 2010
O começo do fim
Eu gosto de pensar na relação intensa entre o começo e o fim, bem como a relação entre cada um dos opostos que conhecemos: frio e calor, amor e ódio, tristeza e alegria, etc. Imagino que seja impossível pensar em um sem cogitar o outro ainda que inconscientemente.
Isso me lembra minha infância, o início e o fim das férias, a entrada na padaria e o término do sorvete, o "parabéns pra você" e o extermínio do bolo, o toque do despertador que acabava com a noite de sono, a chegada e a saída do playcenter e, meu Deus!!! O fim dos brigadeiros numa festa de aniversário.
Andei pensando bastante em “fim” nestes últimos dias, já que daqui há 48h começo o quinto e último ano do curso de Psicologia!
E embora eu esteja me sentindo cansada e ansiosa pra que este ano acabe, sinto uma satisfação difícil de explicar em palavras por ter feito esta, que foi uma das melhores escolhas que eu já havia feito na vida. A psicologia, na verdade, faz parte de um pacote de escolhas memoráveis que me enchem de realização como a de me especializar em Pilates, ir morar sozinha, mochilar na Europa e fazer educação física como primeiro curso.
Mas nesse momento me percebo bastante cansada em relação à faculdade, de olho no fim e sonhando com noites livres e ausência de trabalhos, relatórios e provas.
Esse ano promete ser intenso, pois além de tudo que envolve um último ano cheio de estágios fora do período de aula, elaboração (praticamente diária) de relatórios de atendimento e TCC, eu vou iniciar um estágio em atendimento psicológico psicanalítico na UNIFESP. O estágio consiste em realizar um atendimento semanal seguido de supervisão, será uma oportunidade maravilhosa em minha preparação como uma psicóloga clínica.
Na verdade há muitas coisas que me animam pra viver 2010, planos especiais de viagens e de amor, sem falar no prazer que dará o planejamento de 2011, cheio de possibilidades profissionais e pessoais! Já pras possíveis dificuldades deste ano pretendo abusar do meu otimismo e tentar me manter tranquila, certa de que dias melhores virão.
Basicamente penso em aproveitar ao máximo o que tenho pra aprender em dois semestres que passam rápido, especialmente o segundo que é cheio de feriados, e guardar energias pra festejar datas maravilhosas, viagens deliciosas e um recomeço profissional que promete ser incrível!
Isso me lembra minha infância, o início e o fim das férias, a entrada na padaria e o término do sorvete, o "parabéns pra você" e o extermínio do bolo, o toque do despertador que acabava com a noite de sono, a chegada e a saída do playcenter e, meu Deus!!! O fim dos brigadeiros numa festa de aniversário.
Andei pensando bastante em “fim” nestes últimos dias, já que daqui há 48h começo o quinto e último ano do curso de Psicologia!
E embora eu esteja me sentindo cansada e ansiosa pra que este ano acabe, sinto uma satisfação difícil de explicar em palavras por ter feito esta, que foi uma das melhores escolhas que eu já havia feito na vida. A psicologia, na verdade, faz parte de um pacote de escolhas memoráveis que me enchem de realização como a de me especializar em Pilates, ir morar sozinha, mochilar na Europa e fazer educação física como primeiro curso.
Mas nesse momento me percebo bastante cansada em relação à faculdade, de olho no fim e sonhando com noites livres e ausência de trabalhos, relatórios e provas.
Esse ano promete ser intenso, pois além de tudo que envolve um último ano cheio de estágios fora do período de aula, elaboração (praticamente diária) de relatórios de atendimento e TCC, eu vou iniciar um estágio em atendimento psicológico psicanalítico na UNIFESP. O estágio consiste em realizar um atendimento semanal seguido de supervisão, será uma oportunidade maravilhosa em minha preparação como uma psicóloga clínica.
Na verdade há muitas coisas que me animam pra viver 2010, planos especiais de viagens e de amor, sem falar no prazer que dará o planejamento de 2011, cheio de possibilidades profissionais e pessoais! Já pras possíveis dificuldades deste ano pretendo abusar do meu otimismo e tentar me manter tranquila, certa de que dias melhores virão.
Basicamente penso em aproveitar ao máximo o que tenho pra aprender em dois semestres que passam rápido, especialmente o segundo que é cheio de feriados, e guardar energias pra festejar datas maravilhosas, viagens deliciosas e um recomeço profissional que promete ser incrível!
4 de dezembro de 2009
Dormir nunca é pensado como um simples verbo!
Como é bom Dormir...!
Dormir uma noite inteirinha, cheia de sonhos imemoráveis, por causa da amnésia causada pela profundidade da experiência deste sono invetero.
Noites assim produzem manhãs diferentes, a começar pelo momento exato do acordar propriamente dito. O despertador toca e a pessoa experimenta uma desorientação de tamanha amplitude que passa a se perguntar sobre o que é vital: "quem sou", "onde estou", "o que está acontecendo?".
Perguntas em geral repetidas apenas por um adulto mentalmente sadio em momentos de crise intensa ou após uma mau súbito severo.
Com o corpo as coisas também ficam diferentes, os olhos são os primeiros a responder à ordem dada pelo Sistema Nervoso Central de acordar, mas o cumprimento deste decreto mental vem acompanhado da sensação de que o corpo não tem condições de realizar quaisquer movimentos, desde os mais básicos como uma simples torção de espreguiçamento ou uma mudança de posição, deitado mesmo, sobre a cama...macia, quentinha, ainda mais desejada do que na noite anterior.
Uma noite bem dormida é de dar inveja a qualquer um, ainda que esta pessoa não sofra de insônia. Se sofrer então...dá até pena de comentar este prazer, chega a ser maldade, pura falta de consideração e humanismo!
Enfim, utopia de médicos em plantão e provavelmente de guardas-noturnos e mães de recém nascidos, uma boa noite de sono recarrega nossas energias e nos dá ânimo para recomeçar, com sonhos então, pra mim representam um prazer imenso!
Há algum tempo eu não tinha uma noite dessas, mas consegui uma ontem e ainda sinto o gostinho dela no corpo, um gostinho, como dizem, de quero mais, ai ai...!
Escrever este post me deu vontade de escrever outro, epecificamente sobre sonhos e Psicanálise, mas vou deixar pra outra hora, porque tá me dando um sono...!
Dormir uma noite inteirinha, cheia de sonhos imemoráveis, por causa da amnésia causada pela profundidade da experiência deste sono invetero.
Noites assim produzem manhãs diferentes, a começar pelo momento exato do acordar propriamente dito. O despertador toca e a pessoa experimenta uma desorientação de tamanha amplitude que passa a se perguntar sobre o que é vital: "quem sou", "onde estou", "o que está acontecendo?".
Perguntas em geral repetidas apenas por um adulto mentalmente sadio em momentos de crise intensa ou após uma mau súbito severo.
Com o corpo as coisas também ficam diferentes, os olhos são os primeiros a responder à ordem dada pelo Sistema Nervoso Central de acordar, mas o cumprimento deste decreto mental vem acompanhado da sensação de que o corpo não tem condições de realizar quaisquer movimentos, desde os mais básicos como uma simples torção de espreguiçamento ou uma mudança de posição, deitado mesmo, sobre a cama...macia, quentinha, ainda mais desejada do que na noite anterior.
Uma noite bem dormida é de dar inveja a qualquer um, ainda que esta pessoa não sofra de insônia. Se sofrer então...dá até pena de comentar este prazer, chega a ser maldade, pura falta de consideração e humanismo!
Enfim, utopia de médicos em plantão e provavelmente de guardas-noturnos e mães de recém nascidos, uma boa noite de sono recarrega nossas energias e nos dá ânimo para recomeçar, com sonhos então, pra mim representam um prazer imenso!
Há algum tempo eu não tinha uma noite dessas, mas consegui uma ontem e ainda sinto o gostinho dela no corpo, um gostinho, como dizem, de quero mais, ai ai...!
Escrever este post me deu vontade de escrever outro, epecificamente sobre sonhos e Psicanálise, mas vou deixar pra outra hora, porque tá me dando um sono...!
10 de setembro de 2009
Frio e Preguiça: uma combinação universal
Nem acredito que o tempo melhorou...! Acho que frio e preguiça nasceram colados, deve ser por isso que um influencia diretamente ao outro. Basta esfriar e coisas como: academia, trabalho, compras, arrumações e estudo, ficam pra depois!!! Matematicamente falando:
FRIO = PREGUIÇA = “ah, espera...daqui a pouco eu vou”!
Expressão que serve pra dar pra alguém que não “tá” entendendo o estado de espírito que uma pessoa pode adquirir no frio, ou para acalmar nosso próprio superego que, nestas ocasiões, insiste em pressionar.
Acontece que nossa bagagem de regras e deveres, valorizada pela era speed na qual vivemos, quer porque quer nos convencer que a preguiça, além de ser pecado é um dos 7 capitais! E eu nem quero imaginar a intensidade de pecado que há num que seja capital...urgh!
É, as vezes parece mesmo que o frio é apenas uma desculpa pra ficar preguiçoso, mas isso não é uma verdade absoluta.
O clima tem relação direta com nossa disposição, já que, para manter nossa temperatura interna estável, nosso organismo gasta energia. Como no frio esse gasto aumenta tendemos a ficar mais quietos para preservar nossas reservas energéticas.
Seja como for, o verão precisa chegar logo, porque do jeito que eu ando ultimamente estou quase me transformando num bicho preguiça: lenta, solitária, come pouco (apenas folhas)...ôou, é, nem tudo combina.
Achei um texto sobre a preguiça que é a minha cara no frio, (para entender siga a legenda no final do texto):
“Nada de descer da copa das árvores. Nada de disputar territórios. Nada de ir beber água. E nada de se alterar com os sons ao redor. O máximo de reação que se pode esperar de uma preguiça é uma camuflagem mais caprichada com os braços e pernas recolhidos e imobilidade total, caso surja alguma ameaça"
FRIO = PREGUIÇA = “ah, espera...daqui a pouco eu vou”!
Expressão que serve pra dar pra alguém que não “tá” entendendo o estado de espírito que uma pessoa pode adquirir no frio, ou para acalmar nosso próprio superego que, nestas ocasiões, insiste em pressionar.
Acontece que nossa bagagem de regras e deveres, valorizada pela era speed na qual vivemos, quer porque quer nos convencer que a preguiça, além de ser pecado é um dos 7 capitais! E eu nem quero imaginar a intensidade de pecado que há num que seja capital...urgh!
É, as vezes parece mesmo que o frio é apenas uma desculpa pra ficar preguiçoso, mas isso não é uma verdade absoluta.
O clima tem relação direta com nossa disposição, já que, para manter nossa temperatura interna estável, nosso organismo gasta energia. Como no frio esse gasto aumenta tendemos a ficar mais quietos para preservar nossas reservas energéticas.
Seja como for, o verão precisa chegar logo, porque do jeito que eu ando ultimamente estou quase me transformando num bicho preguiça: lenta, solitária, come pouco (apenas folhas)...ôou, é, nem tudo combina.
Achei um texto sobre a preguiça que é a minha cara no frio, (para entender siga a legenda no final do texto):
“Nada de descer da copa das árvores. Nada de disputar territórios. Nada de ir beber água. E nada de se alterar com os sons ao redor. O máximo de reação que se pode esperar de uma preguiça é uma camuflagem mais caprichada com os braços e pernas recolhidos e imobilidade total, caso surja alguma ameaça"
Legenda:
Copa das árvores = meu apartamento.
Territórios = shoppings, restaurantes, parques, etc.
Camuflagem mais caprichada = mais cobertores, mais peludos.
Ameaça = mais frio!
16 de agosto de 2009
O que faz você Feliz?
Eu tenho mania de TV ligada mesmo quando estou em outro canto da casa, deve ser algum tipo de síndrome que acomete pessoas que moram sozinhas. Acredito que seja diferente em lares cheios de pessoas e sons, mas acho que as duas situações têm seu lado positivo.
Enfim, como eu ia dizendo, TV aqui em casa: sempre alta e em geral no canal 47. Confesso que muitas vezes eu nem imagino qual a programação da emissora e não devo ouvir efetivamente nem 20% do que as atrizes e atores hollywoodianos dizem, mas sem exceção, todas as vezes que ouço a música do anúncio do Pão de Açúcar, algo acontece comigo.
Às vezes pode ser uma pausa tão, tão pequena que chega a permanecer na instância do inconsciente, mas o fato é que eu não fico indiferente a estrofe da música. Posso imaginar todas as mil coisas que me fazem feliz me passarem rápida e instantaneamente pela cabeça...
...diadesolchocolatebububeijonabocacasacheiabolodecenourapilatescorrerpsicologiameusofádormirbolsadeáguaquentenofriomacarronadamamãecookiedakopenhagensobrinhoscarpetenoquartoamigosaniversárioescreversobreoquesintodançarfreudnadaprafazernodomingodemanhãirmãossmallvillepraiaviagemdaraulacafécomamigosbatepaposempressairtrabalharapéestradanaidacozinhartomarvinhocomidajaponesamassagemabraçotvacaboumramalhetedemargaridascheirodeboloassandoperfumeadocicadocafunédarrisadaatéchorarcinemaparquevilaloboscobertordepelonofriolerjantaraluzdevelas....nossa! Quanta felicidade!
Isso me faz pensar numa conversa que tive há alguns anos com uma amiga. Nós meditávamos sobre como passamos tanto tempo da vida ansiando por grandes acontecimentos, grandes festas, viagens incríveis, aumento de salário, encontros espetaculares e declarações de amor de filme, mas que na verdade, a vida real é feita muito mais da mesmice do que qualquer outra coisa e nem por isso deixa de ser tão boa!
Aliás, é quando percebemos isso e passamos a viver cada situação, cada relacionamento, cada experiência da forma que se apresenta pra gente, sem desprezar a criatividade de deixar as situações melhores e os grandes e deliciosos acontecimentos inesquecíveis...que a vida fica mais gostosa de ser vivida!
7 de agosto de 2009
A conversa ainda não chegou na cozinha!
Fogão aceso, comida cheirando bem, barulho de pratos e talheres, burburinho de vozes e risadas! Desordem!
Longe do conforto das salas e dos sofás, tão bom quanto pra se estar junto! Cotovelos se esbarrando, licenças sendo pedidas, mais um pouco de risada. Fraternidade!
Descontração e diferentes sons, diferentes dos sons de outros cômodos da casa. Longe da distração da TV e junto de conversas ininterruptas. Fluência!
Pessoas soltas e pouco atentas, por vezes gritando “Cuidado”! Passa um mini furacão infantil e causa a impressão de que coisas cairão. Coisas antigas, coisas novas, coisas que quebram, coisas que cortam. Perigo!
Cheiro de intimidade pra quem é próximo e de proibição pra quem está de visita. Cheiros variados. Preferência de quem cozinha e desejo de quem espera pra provar. Água na boca!
Gostos e aparências; fome e vontade, satisfação e felicidade, conforto e completude. Prazer!
Pensamentos soltos, piadas contadas, risadas altas, “não entendi” atrasado, risadas longas. Humanidade!
Atenção e distração, um olho lá outro cá. Receita nova e repetição da leitura. Checagem de dada porção e o exato tempo de cozimento, uma pitada a mais com estilo. Pausa!
Farinha no rosto e no avental, farinha no bolo e na farofa, conversa vai, conversa vem, garfadas vêm, vinho acompanha. Sabor!
Acústica, barulhos e ecos. Ecos da acústica, ecos de concordância, ecos de aprovação! Cumplicidade!
A conversa ainda não chegou cozinha!! Que pena!
Longe do conforto das salas e dos sofás, tão bom quanto pra se estar junto! Cotovelos se esbarrando, licenças sendo pedidas, mais um pouco de risada. Fraternidade!
Descontração e diferentes sons, diferentes dos sons de outros cômodos da casa. Longe da distração da TV e junto de conversas ininterruptas. Fluência!
Pessoas soltas e pouco atentas, por vezes gritando “Cuidado”! Passa um mini furacão infantil e causa a impressão de que coisas cairão. Coisas antigas, coisas novas, coisas que quebram, coisas que cortam. Perigo!
Cheiro de intimidade pra quem é próximo e de proibição pra quem está de visita. Cheiros variados. Preferência de quem cozinha e desejo de quem espera pra provar. Água na boca!
Gostos e aparências; fome e vontade, satisfação e felicidade, conforto e completude. Prazer!
Pensamentos soltos, piadas contadas, risadas altas, “não entendi” atrasado, risadas longas. Humanidade!
Atenção e distração, um olho lá outro cá. Receita nova e repetição da leitura. Checagem de dada porção e o exato tempo de cozimento, uma pitada a mais com estilo. Pausa!
Farinha no rosto e no avental, farinha no bolo e na farofa, conversa vai, conversa vem, garfadas vêm, vinho acompanha. Sabor!
Acústica, barulhos e ecos. Ecos da acústica, ecos de concordância, ecos de aprovação! Cumplicidade!
A conversa ainda não chegou cozinha!! Que pena!
4 de agosto de 2009
Eu prefiro um sorriso!
Estes dias eu tava pensando como gente mau humorada é chata! Não digo aquelas pessoas que ficam esporadicamente de mau humor, essas são humanas!
Falo daquele tipo de pessoa ranzinza sabe?! Pessoas que reclamam de tudo e são extremamente críticas. Minha teoria é que mau humor contamina.
Pensa! Aquele dia que você se sente neutro, não está pleno de felicidade, nem se lembrando de uma ou outra piada, tá pacato!
Você chega numa roda e tem alguém reclamando, de cara fechada e com um grau de negatividade impressionante.
Se decidir permanecer no ambiente, putz! Aquilo entra de algum jeito em você, vai tomando espaço e não demora muito pra acabar com sua paz interior, basta alguém te pisar no pé, ou derrubar algo da sua mesa.
Mau humor é algo que precisa ser percebido logo, porque mais do que contaminar os outros ele contamina partes ainda saudáveis da nossa emoção.
E tem mais, minha teoria diz que o envelhecimento não atua apenas sobre os nossos órgãos, músculos e articulações, atinge o humor do ser humano e se ele for mau, não a pessoa, o humor dela, fica cada vez pior.
Se existisse uma ressonância magnética que identificasse mau humor, eu creio que veríamos a imagem de um lodo que vai se espalhando pra todos os lados, como um vírus qualquer que não se consegue mensurar a dimensão com que atinge o organismo.
Eu prefiro um sorriso! O sorriso também contamina, talvez por ser descendente da felicidade, da tolerância, do carinho, do equilíbrio. Numa ressonância emocional, o sorriso deve adquirir a forma de luz... de fogos de artifício, talvez?!
E se ele evoluir pra uma gargalhada, principalmente se for daquelas que faz a barriga doer e a gente tem que segurar pra não fazer pipi nas calças...nossa, deve dar uma ressonância incrível!!!
Falo daquele tipo de pessoa ranzinza sabe?! Pessoas que reclamam de tudo e são extremamente críticas. Minha teoria é que mau humor contamina.
Pensa! Aquele dia que você se sente neutro, não está pleno de felicidade, nem se lembrando de uma ou outra piada, tá pacato!
Você chega numa roda e tem alguém reclamando, de cara fechada e com um grau de negatividade impressionante.
Se decidir permanecer no ambiente, putz! Aquilo entra de algum jeito em você, vai tomando espaço e não demora muito pra acabar com sua paz interior, basta alguém te pisar no pé, ou derrubar algo da sua mesa.
Mau humor é algo que precisa ser percebido logo, porque mais do que contaminar os outros ele contamina partes ainda saudáveis da nossa emoção.
E tem mais, minha teoria diz que o envelhecimento não atua apenas sobre os nossos órgãos, músculos e articulações, atinge o humor do ser humano e se ele for mau, não a pessoa, o humor dela, fica cada vez pior.
Se existisse uma ressonância magnética que identificasse mau humor, eu creio que veríamos a imagem de um lodo que vai se espalhando pra todos os lados, como um vírus qualquer que não se consegue mensurar a dimensão com que atinge o organismo.
Eu prefiro um sorriso! O sorriso também contamina, talvez por ser descendente da felicidade, da tolerância, do carinho, do equilíbrio. Numa ressonância emocional, o sorriso deve adquirir a forma de luz... de fogos de artifício, talvez?!
E se ele evoluir pra uma gargalhada, principalmente se for daquelas que faz a barriga doer e a gente tem que segurar pra não fazer pipi nas calças...nossa, deve dar uma ressonância incrível!!!
10 de julho de 2009
Dia de folga
Alguém pode me dizer como se aproveita de verdade um dia de folga, sem ficar com a sensação de que se está deixando de fazer outra coisa que te faria aproveitar ainda mais?
Férias sem viagem é algo estranho, pelo menos pra mim. Fico com a sensação de que muitas oportunidades estão escoando entre meus dedos. Drama!
Faço listas do que fazer e acabo ficando com preguiça e passando o dia no sofá. Bom, não o dia todo, passo pelo menos 1 hora na academia, também depois de tudo que eu comi no sofá!
E todos aqueles planos de sair? Parque, cinema, compras, visitas a parentes, almoços com amigas, preparar um jantar pro namorado...nossa, só de pensar fiquei cansada, acho que vou voltar pro sofá.
Isso! Sofá, reprise de friends pela quinta vez! Uau! Isso que é saber aproveitar um dia de folga!!
Férias sem viagem é algo estranho, pelo menos pra mim. Fico com a sensação de que muitas oportunidades estão escoando entre meus dedos. Drama!
Faço listas do que fazer e acabo ficando com preguiça e passando o dia no sofá. Bom, não o dia todo, passo pelo menos 1 hora na academia, também depois de tudo que eu comi no sofá!
E todos aqueles planos de sair? Parque, cinema, compras, visitas a parentes, almoços com amigas, preparar um jantar pro namorado...nossa, só de pensar fiquei cansada, acho que vou voltar pro sofá.
Isso! Sofá, reprise de friends pela quinta vez! Uau! Isso que é saber aproveitar um dia de folga!!
Assinar:
Postagens (Atom)