Há três semanas fiz meu primeiro atendimento no Plantão Psicológico na Universidade. Em termos logísticos, o Plantão Psicológico funciona em horários determinados, sem hora marcada, basta que se vá até a Clinica da Universidade para ser atendido por um estudante do 5 ano de Psicologia disponível.
Esta modalidade de atendimento foi desenvolvida por um grupo de psicólogos, professores da USP, e tem como orientação teórica a Fenomenologia Existencial.
O Plantão Psicológico consiste num atendimento que pretende acontecer num único encontro – podendo incluir um segundo se o psicólogo entender necessário, objetivando lidar com a demanda emergente do cliente, levando-o à abertura para novas possibilidades ou escolhas. Um olhar diferenciado para as situações e para si mesmo em meio ao sofrimento psicológico.
Os plantões começaram com a intenção de suprir uma demanda social significativa formada por pessoas que, embora necessitem de atendimento psicológico, não se adéquam ao modelo de psicoterapia tradicional, seja por falta de disponibilidade ou mesmo por falta de interesse.
O grupo de psicólogos que desenvolveu esta modalidade de atendimento percebeu que, em algumas situações, o sofrimento que trazemos se configura a partir de questões pontuais que podem ter diminuído o seu teor de impossibilidade através de um verdadeiro encontro humano que permita a expressão da nossa dor.
Uma curiosidade é que o nome Plantão Psicológico, diferentemente do que muitos posam pensar, não tem para os psicólogos existenciais o sentido comumente utilizado da palavra Plantão – alguém cumprindo um horário específico realizar um atendimento, como um Plantão Médico, por exemplo. Diz a lenda que os primeiros encontros (atendimentos) acontecidos no Campus da USP se deram debaixo de uma árvore, uma planta grande ou um plantão e, embora obviamente o duplo sentido da palavra estivesse presente durante sua escolha, os seguidores da Fenomenologia Existencial preferem a primeira conotação, que favorece empregar ao atendimento um sentido humano e atento ao outro, bem como considerar o fato de o psicólogo ser afetado pelo outro, o que configura um modo de ser-com.
Além disso, não podemos ignorar o fato de este grupo de psicólogos detestar qualquer tipo de associação com o modelo médico e, também por isso, enfatizar o sentido de encontro e de disponibilidade destes atendimentos.
Para a Psicologia Existencial este encontro diz da possibilidade de pertencer, de autenticar aquilo que é seu e se deparar com futuras possibilidades que se abrem, quebrando a mesmice do antigo ser-no-mundo e a rigidez do “tem que” se assim, que muitas vezes nos aflige e nos aprisiona. Um encontro que me impulsiona adiante, à escolhas autênticas por meio de um caminho de busca de respostas, marcado por interrogações estritamente pessoais.
O início de uma nova jornada, sustentada pela liberdade que pode delimitar mais claramente uma ruptura com o “de sempre” e assim, demarcar o pensamento de pertencimento, permitindo que reconheçamos a jornada de hoje inserida na trajetória de vida. Em suma, o encontro proporciona o prazer de mim mesmo como ser-ai de maneira legítima e de uma auto-percepção real que me diz desta possibilidade de pertencer.
“É quase de uma insustentável leveza. E a gente volta e nada está como antes. Mas, ainda assim, posso me reconhecer naquilo que está diferente”. H. Morato
21 de março de 2010
21 de fevereiro de 2010
Revisão
Ver de novo algo que a gente possivelmente distorceu ou apagou da memória.
Checar novamente as condições de nossos brinquedos modernos: carros, motos ou barcos e helicópteros pros mais fartos.
Olhar de novo nossas técnicas profissionais, nossos planos de aula e nosso planejamento pessoal, seja de curto ou longo prazo.
Conferir nosso grau de entendimento de conceitos diversos.
Contemplar mais uma vez nossas contas mensais, nossos afazeres domésticos, nossa dieta!
Realizar uma re-apreciação da própria vida.
Reorganizar roupas e sapatos, às vezes esquecidos no armário e aproveitar pra reavaliar nossos valores pessoais.
Observar novamente o que devemos manter e o que precisamos jogar fora.
Admirar mais vezes as coisas que gostamos em nós mesmos e nas pessoas ao nosso redor.
Esse texto parece meio futil, mas andei pensando em como a vida é feita de repetições.
Talvez seja por isso que a gente vive querendo uma novidade...!
Checar novamente as condições de nossos brinquedos modernos: carros, motos ou barcos e helicópteros pros mais fartos.
Olhar de novo nossas técnicas profissionais, nossos planos de aula e nosso planejamento pessoal, seja de curto ou longo prazo.
Conferir nosso grau de entendimento de conceitos diversos.
Contemplar mais uma vez nossas contas mensais, nossos afazeres domésticos, nossa dieta!
Realizar uma re-apreciação da própria vida.
Reorganizar roupas e sapatos, às vezes esquecidos no armário e aproveitar pra reavaliar nossos valores pessoais.
Observar novamente o que devemos manter e o que precisamos jogar fora.
Admirar mais vezes as coisas que gostamos em nós mesmos e nas pessoas ao nosso redor.
Esse texto parece meio futil, mas andei pensando em como a vida é feita de repetições.
Talvez seja por isso que a gente vive querendo uma novidade...!
Sentidos Secretos
O poder do nosso sistema senso-perceptivo que é formado pela relação entre cada um de nossos cinco sentidos e suas capacidades em captar a mais sutil informação, seja ela externa ou interna, somada à comunicação destes estímulos junto ao Sistema Nervoso Central e a resposta deste último ao estímulo por ele decodificado, é impressionante.
Com essa idéia na cabeça, fico me lembrando daqueles programas do Globo Repórter nos quais assistimos as imagens holográficas de milhões de ondas eletromagnéticas correndo em milésimos de segundo através de circuitos neurais evoluídos. Me lembra também um professor que tive no primeiro ano de faculdade e que se esforçava em interpretar os movimentos neurais e pra isso utilizava-se, inutilmente, de braços, gestos e corridas, melhor seria se ele passasse uma daquelas reportagens, enfim.
Esse interessante tema, sem dúvida, desperta em mim o desejo de entender melhor como se dá este processo, mas tem outro aspecto desta ciência que me encanta infinitamente mais.
Penso que, embora seja através da identificação consciente a que chamamos percepção que transformamos fótons em imagens, vibrações em sons e ruídos e reações químicas em cheiros e gostos específicos, a percepção do mundo por meio dos nossos sentidos não depende exclusivamente do aparelho sensorial, na medida em que o cérebro extrai informações e as interpreta em função da associação de experiências anteriores.
Em outras palavras, o processo de decodificação do estímulo realizado pelo SNC está sujeito ao nosso arcabouço emocional originário da nossa história de vida e da nossa personalidade. Desta forma, gestos, ações e pensamentos, movimentos sutis ou grandiosos, o olhar fixo ou distraído, bem como o fechar dos olhos, as torções da coluna, dos pés e dos punhos, as inclinações corporais e sorrisos, as lágrimas e as expressões faciais que acompanham cada um destes movimentos, podem tornar-se sinais cheios de sentidos secretos e sons inaudíveis, na medida em que são percebidos subjetivamente por cada um de nós.
Numa situação de testagem, o fenômeno que diz respeito a percepção submetida à interpretação do receptor ao estímulo é chamado de Apercepção, no sentido de que cada prancha (figura apresentada em testes projetivos) pode ter diferentes significados para cada pessoa que entra em contato com ela e pode proporcionar o aparecimento de idéias nunca antes conscientemente imaginadas, inclusive pelo próprio testando.
Assim, vemos que tanto a expressão de uma certeza como a de um talvez, poderão ser cridas ou desconsideradas de acordo com o o tipo de linguagem que representarem ao outro: claras e secretas, surdas ou sensíveis, dúbias e indubitáveis, dizeres complexos.
Atitudes que vão além do que os sentidos humanos podem apreender e ultrapassam a capacidade de codificação do próprio ser que o provoca. Um mistério com amplitude tamanha que se mostra impossível de ser completamente analisado. Uma colcha de retalhos multicolorida, cheia de imagens, cheiros e sons, que juntos constroem emaranhados de pensamentos e sensações.
Ao meu ver, o que temos a nosso favor num movimento de tentar sanar interpretações irreais, numa esfera mais superficial do psiquismo humano é a comunicação, já que sua qualidade interfere profundamente no processo interpretativo. Num campo mais íntimo, o auto-conhecimento, que colabora para que as nossas confusões cessem de interceptar os estímulos a nós dirigidos.
Com essa idéia na cabeça, fico me lembrando daqueles programas do Globo Repórter nos quais assistimos as imagens holográficas de milhões de ondas eletromagnéticas correndo em milésimos de segundo através de circuitos neurais evoluídos. Me lembra também um professor que tive no primeiro ano de faculdade e que se esforçava em interpretar os movimentos neurais e pra isso utilizava-se, inutilmente, de braços, gestos e corridas, melhor seria se ele passasse uma daquelas reportagens, enfim.
Esse interessante tema, sem dúvida, desperta em mim o desejo de entender melhor como se dá este processo, mas tem outro aspecto desta ciência que me encanta infinitamente mais.
Penso que, embora seja através da identificação consciente a que chamamos percepção que transformamos fótons em imagens, vibrações em sons e ruídos e reações químicas em cheiros e gostos específicos, a percepção do mundo por meio dos nossos sentidos não depende exclusivamente do aparelho sensorial, na medida em que o cérebro extrai informações e as interpreta em função da associação de experiências anteriores.
Em outras palavras, o processo de decodificação do estímulo realizado pelo SNC está sujeito ao nosso arcabouço emocional originário da nossa história de vida e da nossa personalidade. Desta forma, gestos, ações e pensamentos, movimentos sutis ou grandiosos, o olhar fixo ou distraído, bem como o fechar dos olhos, as torções da coluna, dos pés e dos punhos, as inclinações corporais e sorrisos, as lágrimas e as expressões faciais que acompanham cada um destes movimentos, podem tornar-se sinais cheios de sentidos secretos e sons inaudíveis, na medida em que são percebidos subjetivamente por cada um de nós.
Numa situação de testagem, o fenômeno que diz respeito a percepção submetida à interpretação do receptor ao estímulo é chamado de Apercepção, no sentido de que cada prancha (figura apresentada em testes projetivos) pode ter diferentes significados para cada pessoa que entra em contato com ela e pode proporcionar o aparecimento de idéias nunca antes conscientemente imaginadas, inclusive pelo próprio testando.
Assim, vemos que tanto a expressão de uma certeza como a de um talvez, poderão ser cridas ou desconsideradas de acordo com o o tipo de linguagem que representarem ao outro: claras e secretas, surdas ou sensíveis, dúbias e indubitáveis, dizeres complexos.
Atitudes que vão além do que os sentidos humanos podem apreender e ultrapassam a capacidade de codificação do próprio ser que o provoca. Um mistério com amplitude tamanha que se mostra impossível de ser completamente analisado. Uma colcha de retalhos multicolorida, cheia de imagens, cheiros e sons, que juntos constroem emaranhados de pensamentos e sensações.
Ao meu ver, o que temos a nosso favor num movimento de tentar sanar interpretações irreais, numa esfera mais superficial do psiquismo humano é a comunicação, já que sua qualidade interfere profundamente no processo interpretativo. Num campo mais íntimo, o auto-conhecimento, que colabora para que as nossas confusões cessem de interceptar os estímulos a nós dirigidos.
17 de fevereiro de 2010
Sobre Pilates - Deise e Fabi na Revista Dieta Já
A modalidade que a atriz Tania Khalill escolheu para manter a forma aumenta bastante a capacidade física e ajuda a perder peso mais rápido. Fora isso, é indicada às pessoas que nunca fizeram atividade nenhuma e, o melhor, para as que não gostam de malhar. Para completar, diminui a ansiedade e, com isso, você come menos. Quer mais? O pilates queima calorias!
Atualmente, muito se ouve falar em uma nova modalidade que está conquistando cada dia mais adeptos, principalmente, entre o público feminino: o pilates. Trata-se de uma atividade que contribui para a saúde do corpo e da mente, e emagrece. Os principais benefícios são percebidos na melhora sensível do condicionamento físico, na postura e na elasticidade muscular. O resultado: você descarta o excesso de peso bem depressa. Quem pode confirmar tudo isso é a atriz Tania Khalill, que pratica a novidade há pouco tempo, mas já nota um progresso em sua condição física e no desempenho para fazer sua atividade favorita, a corrida.
Além de eliminar calorias, o pilates aumenta - e muito - a capacidade de executar exercícios indicados para quem quer perder peso, como caminhada, bicicleta e aeróbicos. Por isso, pode ser considerado o acelerador da dieta.
Um dos primeiros obstáculos na hora de começar a emagrecer é a dificuldade de iniciar os exercícios, devido ao longo tempo de sedentarismo. É aí que entra o pilates. Ele é recomendado a pessoas com problemas posturais, que desejam adquirir mais flexibilidade, além de diminuir o estresse", explica a professora, Fabiane Miguel, da Fórmula Academia (SP). E se minimiza a ansiedade, você passa a comer menos.
Um aspecto importante, e comum para quem está iniciando práticas aeróbicas, é que o pilates ajuda a prevenir lesões, principalmente nas costas, joelhos e tornozelos. "Ele prepara e protege o corpo; isso ajuda no emagrecimento", diz Deise Navarro também professora da Fórmula Academia.
Para quem já eliminou quilos, continuar com o pilates é uma ótima opção, pois ele ajuda a tonificar os músculos e corrigir a postura, que é significativamente prejudicada pelo período que se esteve com excesso de peso. "Fazer pilates ajuda a pessoa ter mais consciência corporal", afirma Deise.
Deise previne que uma avaliação física deve ser realizada antes de iniciar esta ou qualquer atividade esportiva. "É bom para descobrir eventuais desvios de coluna e até problemas mais graves, como escolioses, hérnias ou osteoporose", exemplifica ela.
As formas de praticar
Existem duas maneiras de fazer pilates. Seja qual for a escolhida, Deise recomenda que seja feita duas vezes por semana. A primeira é o Mat Pilates, onde os exercícios são realizados no solo, sobre um colchonete, sem ajuda de nenhum equipamento. De acordo com Fabiane, esta opção pode ser considerada um pouco mais difícil. "O aluno não tem o auxílio de nenhuma máquina e faz os movimentos utilizando o peso do próprio corpo", explica. Essa técnica pode ser feita por pequenos grupos de alunos, coordenados por um educador físico.
A segunda alternativa é o Studio Pilates - o que Tania pratica -, e cuja característica principal são os artefatos utilizados como uma espécie de cama com molas de resistência e outros instrumentos, sempre feito com personal e individualmente. "Neste caso, os aparelhos podem ser regulados de acordo com o esforço que o praticante está apto a fazer", diz Deise.
Atualmente, muito se ouve falar em uma nova modalidade que está conquistando cada dia mais adeptos, principalmente, entre o público feminino: o pilates. Trata-se de uma atividade que contribui para a saúde do corpo e da mente, e emagrece. Os principais benefícios são percebidos na melhora sensível do condicionamento físico, na postura e na elasticidade muscular. O resultado: você descarta o excesso de peso bem depressa. Quem pode confirmar tudo isso é a atriz Tania Khalill, que pratica a novidade há pouco tempo, mas já nota um progresso em sua condição física e no desempenho para fazer sua atividade favorita, a corrida.
Além de eliminar calorias, o pilates aumenta - e muito - a capacidade de executar exercícios indicados para quem quer perder peso, como caminhada, bicicleta e aeróbicos. Por isso, pode ser considerado o acelerador da dieta.
Um dos primeiros obstáculos na hora de começar a emagrecer é a dificuldade de iniciar os exercícios, devido ao longo tempo de sedentarismo. É aí que entra o pilates. Ele é recomendado a pessoas com problemas posturais, que desejam adquirir mais flexibilidade, além de diminuir o estresse", explica a professora, Fabiane Miguel, da Fórmula Academia (SP). E se minimiza a ansiedade, você passa a comer menos.
Um aspecto importante, e comum para quem está iniciando práticas aeróbicas, é que o pilates ajuda a prevenir lesões, principalmente nas costas, joelhos e tornozelos. "Ele prepara e protege o corpo; isso ajuda no emagrecimento", diz Deise Navarro também professora da Fórmula Academia.
Para quem já eliminou quilos, continuar com o pilates é uma ótima opção, pois ele ajuda a tonificar os músculos e corrigir a postura, que é significativamente prejudicada pelo período que se esteve com excesso de peso. "Fazer pilates ajuda a pessoa ter mais consciência corporal", afirma Deise.
Deise previne que uma avaliação física deve ser realizada antes de iniciar esta ou qualquer atividade esportiva. "É bom para descobrir eventuais desvios de coluna e até problemas mais graves, como escolioses, hérnias ou osteoporose", exemplifica ela.
As formas de praticar
Existem duas maneiras de fazer pilates. Seja qual for a escolhida, Deise recomenda que seja feita duas vezes por semana. A primeira é o Mat Pilates, onde os exercícios são realizados no solo, sobre um colchonete, sem ajuda de nenhum equipamento. De acordo com Fabiane, esta opção pode ser considerada um pouco mais difícil. "O aluno não tem o auxílio de nenhuma máquina e faz os movimentos utilizando o peso do próprio corpo", explica. Essa técnica pode ser feita por pequenos grupos de alunos, coordenados por um educador físico.
A segunda alternativa é o Studio Pilates - o que Tania pratica -, e cuja característica principal são os artefatos utilizados como uma espécie de cama com molas de resistência e outros instrumentos, sempre feito com personal e individualmente. "Neste caso, os aparelhos podem ser regulados de acordo com o esforço que o praticante está apto a fazer", diz Deise.
10 de fevereiro de 2010
Revesus
O contrário, o avesso, simples aparência
Não decido se te esqueço ou te mantenho em latência
O sopro futuro me lembra o passado
Um salto no escuro, um adeus atrasado
O contrário, o avesso, o fim e o começo
Minutos são horas enquanto adormeço
Um sonho é um momento do lado de dentro
Imagens, idéias de medo ou de alento
Ao contrário, no avesso, incerta aparência
Parece com algo, mas apenas na essência
Horas são minutos? Vivência de amor!
E minutos são horas em meio a dor
O contrário, o avesso, não tão simples assim
Confusão de sentidos a espera do fim
O lado certo, o lado errado, diferentes formas de ver
O lado de dentro e o de fora são recortes do viver
O avesso do contrário, o visível natural
O contrário do avesso, apenas a forma original
O mover do pensamento, o virar e o revirar na mente
Idéias soltas são símbolos do tudo que se sente
Ao contrário do agora
Pelo avesso de outrora
O esforço de mexer
No desejo de entender
O claro e o contraditório
Que constitua a lembrança
De um sentido ressentido
Que movimente a balança
Não decido se te esqueço ou te mantenho em latência
O sopro futuro me lembra o passado
Um salto no escuro, um adeus atrasado
O contrário, o avesso, o fim e o começo
Minutos são horas enquanto adormeço
Um sonho é um momento do lado de dentro
Imagens, idéias de medo ou de alento
Ao contrário, no avesso, incerta aparência
Parece com algo, mas apenas na essência
Horas são minutos? Vivência de amor!
E minutos são horas em meio a dor
O contrário, o avesso, não tão simples assim
Confusão de sentidos a espera do fim
O lado certo, o lado errado, diferentes formas de ver
O lado de dentro e o de fora são recortes do viver
O avesso do contrário, o visível natural
O contrário do avesso, apenas a forma original
O mover do pensamento, o virar e o revirar na mente
Idéias soltas são símbolos do tudo que se sente
Ao contrário do agora
Pelo avesso de outrora
O esforço de mexer
No desejo de entender
O claro e o contraditório
Que constitua a lembrança
De um sentido ressentido
Que movimente a balança
4 de fevereiro de 2010
Aplicação das regras e dos princípios de uma arte ou de uma ciência:
Esta é a definição Aureliana para a palavra "Prática", palavra que fica na minha cabeça quando penso que agora sim o ano começou!!!
Pelo menos pra mim...primeira semana de aulas na Faculdade e uma combinação de novidades e mesmices, desejos e medos, empolgação e preguiça, uma mistura de coisas diferentes, mas que geram uma ansiedade similiar àquela do primeiro ano, menos intensa, já que nem tudo é tão desconhecido assim.
Parece que foi ontem, eu entrando numa sala de 50 pessoas desonhecidas, depois de ficar longe disso por bastante tempo (a Pós não conta...éramos em 10 amigos próximos e não tinha provas nem trabalhos em grupo).
A maioria das pessoas da minha primeira e agora antiga sala no curso de psicologia havia entrado num curso superior pela primeira vez e estavam curtindo tudo. Eu também curtia, mas minhas expectativas talvez tivessem a mesma natureza com uma cara diferente em função de não ser tudo assim tão novo. Foi um ano especial aquele primeiro.
Hoje confesso que as coisas não são assim tão divertidas como eram naquela época, as responsabilidades, tanto na minha vida pessoal, quanto na faculdade aumentaram muito. Estamos indo rumo ao atendimento psicológico psicanalítico individual de adultos, cada estagiário com seu próprio paciente. À noite vou ligar pro(a) meu primeiro(a) paciente e me sinto muito feliz em viver isso, um momento, que creio, será marcante, pensando não apenas no sentido de fixação na memória que tem essa palavra, mas, especialmente, como um marco, algo que será pra sempre observado por mim como um momento que divide antes e depois.
É...já estava na hora de viver esse sonho na prática!!!!
Pelo menos pra mim...primeira semana de aulas na Faculdade e uma combinação de novidades e mesmices, desejos e medos, empolgação e preguiça, uma mistura de coisas diferentes, mas que geram uma ansiedade similiar àquela do primeiro ano, menos intensa, já que nem tudo é tão desconhecido assim.
Parece que foi ontem, eu entrando numa sala de 50 pessoas desonhecidas, depois de ficar longe disso por bastante tempo (a Pós não conta...éramos em 10 amigos próximos e não tinha provas nem trabalhos em grupo).
A maioria das pessoas da minha primeira e agora antiga sala no curso de psicologia havia entrado num curso superior pela primeira vez e estavam curtindo tudo. Eu também curtia, mas minhas expectativas talvez tivessem a mesma natureza com uma cara diferente em função de não ser tudo assim tão novo. Foi um ano especial aquele primeiro.
Hoje confesso que as coisas não são assim tão divertidas como eram naquela época, as responsabilidades, tanto na minha vida pessoal, quanto na faculdade aumentaram muito. Estamos indo rumo ao atendimento psicológico psicanalítico individual de adultos, cada estagiário com seu próprio paciente. À noite vou ligar pro(a) meu primeiro(a) paciente e me sinto muito feliz em viver isso, um momento, que creio, será marcante, pensando não apenas no sentido de fixação na memória que tem essa palavra, mas, especialmente, como um marco, algo que será pra sempre observado por mim como um momento que divide antes e depois.
É...já estava na hora de viver esse sonho na prática!!!!
31 de janeiro de 2010
O começo do fim
Eu gosto de pensar na relação intensa entre o começo e o fim, bem como a relação entre cada um dos opostos que conhecemos: frio e calor, amor e ódio, tristeza e alegria, etc. Imagino que seja impossível pensar em um sem cogitar o outro ainda que inconscientemente.
Isso me lembra minha infância, o início e o fim das férias, a entrada na padaria e o término do sorvete, o "parabéns pra você" e o extermínio do bolo, o toque do despertador que acabava com a noite de sono, a chegada e a saída do playcenter e, meu Deus!!! O fim dos brigadeiros numa festa de aniversário.
Andei pensando bastante em “fim” nestes últimos dias, já que daqui há 48h começo o quinto e último ano do curso de Psicologia!
E embora eu esteja me sentindo cansada e ansiosa pra que este ano acabe, sinto uma satisfação difícil de explicar em palavras por ter feito esta, que foi uma das melhores escolhas que eu já havia feito na vida. A psicologia, na verdade, faz parte de um pacote de escolhas memoráveis que me enchem de realização como a de me especializar em Pilates, ir morar sozinha, mochilar na Europa e fazer educação física como primeiro curso.
Mas nesse momento me percebo bastante cansada em relação à faculdade, de olho no fim e sonhando com noites livres e ausência de trabalhos, relatórios e provas.
Esse ano promete ser intenso, pois além de tudo que envolve um último ano cheio de estágios fora do período de aula, elaboração (praticamente diária) de relatórios de atendimento e TCC, eu vou iniciar um estágio em atendimento psicológico psicanalítico na UNIFESP. O estágio consiste em realizar um atendimento semanal seguido de supervisão, será uma oportunidade maravilhosa em minha preparação como uma psicóloga clínica.
Na verdade há muitas coisas que me animam pra viver 2010, planos especiais de viagens e de amor, sem falar no prazer que dará o planejamento de 2011, cheio de possibilidades profissionais e pessoais! Já pras possíveis dificuldades deste ano pretendo abusar do meu otimismo e tentar me manter tranquila, certa de que dias melhores virão.
Basicamente penso em aproveitar ao máximo o que tenho pra aprender em dois semestres que passam rápido, especialmente o segundo que é cheio de feriados, e guardar energias pra festejar datas maravilhosas, viagens deliciosas e um recomeço profissional que promete ser incrível!
Isso me lembra minha infância, o início e o fim das férias, a entrada na padaria e o término do sorvete, o "parabéns pra você" e o extermínio do bolo, o toque do despertador que acabava com a noite de sono, a chegada e a saída do playcenter e, meu Deus!!! O fim dos brigadeiros numa festa de aniversário.
Andei pensando bastante em “fim” nestes últimos dias, já que daqui há 48h começo o quinto e último ano do curso de Psicologia!
E embora eu esteja me sentindo cansada e ansiosa pra que este ano acabe, sinto uma satisfação difícil de explicar em palavras por ter feito esta, que foi uma das melhores escolhas que eu já havia feito na vida. A psicologia, na verdade, faz parte de um pacote de escolhas memoráveis que me enchem de realização como a de me especializar em Pilates, ir morar sozinha, mochilar na Europa e fazer educação física como primeiro curso.
Mas nesse momento me percebo bastante cansada em relação à faculdade, de olho no fim e sonhando com noites livres e ausência de trabalhos, relatórios e provas.
Esse ano promete ser intenso, pois além de tudo que envolve um último ano cheio de estágios fora do período de aula, elaboração (praticamente diária) de relatórios de atendimento e TCC, eu vou iniciar um estágio em atendimento psicológico psicanalítico na UNIFESP. O estágio consiste em realizar um atendimento semanal seguido de supervisão, será uma oportunidade maravilhosa em minha preparação como uma psicóloga clínica.
Na verdade há muitas coisas que me animam pra viver 2010, planos especiais de viagens e de amor, sem falar no prazer que dará o planejamento de 2011, cheio de possibilidades profissionais e pessoais! Já pras possíveis dificuldades deste ano pretendo abusar do meu otimismo e tentar me manter tranquila, certa de que dias melhores virão.
Basicamente penso em aproveitar ao máximo o que tenho pra aprender em dois semestres que passam rápido, especialmente o segundo que é cheio de feriados, e guardar energias pra festejar datas maravilhosas, viagens deliciosas e um recomeço profissional que promete ser incrível!
12 de janeiro de 2010
Muito Doce!
Adoçando a vida...! Ou talvez na opinião de muitos, deixando enjoativa de tão doce!!!
Meu paladar, ao que se refere a doces, continua infantil, sou o tipo de pessoa que pode comer qualquer bolo ou bolacha com uma camada extra de leite condensado e, às vezes, percebo certo espanto nas pessoas enquanto coloco três colheres de açúcar numa xícara pequena de café, se possível acompanhada por um bombom ou um pedaço de chocolate ao leite...humm.
No Réveillon, eu e meu marido passamos com alguns amigos aqui em São Paulo mesmo e eu levei pra festa meu doce predileto... “Pavê de sonho de valsa!!!!”.
A maioria das pessoas só experimentou, porque é muito doce, mas eu e o meu marido, que somos formiguinhas, comemos bastante.
Segue a receita da sobremesa mais doce e mais deliciosa que eu já comi em homenagem à Simony, que estava na festa e me pediu a receita. Deve ser porque ela tem adolescentes em casa:
Ingredientes:
20 bombons Sonhos de Valsa
2 latas de leite condensado
1 lata de leite de vaca
2 frascos de creme de leite (pode ser light) rs
1 colher de amido de milho (maizena)
1 tablete grande de chocolate meio amargo
2 gemas de ovo peneiradas
1 colher de chá de essência de baunilha
Preparo:
Cozinhe uma das latas de leite condensado numa panela de pressão por 25 minutos, tire da pressão e coloque sob água fria ou gelo para esfriar e depois abra a lata para impedir que continue cozinhando no seu próprio calor. Você terá um doce de leite bem clarinho, reserve.
Faça o creme de pavê comumente utilizado nas receitas: misture o leite condensado, o leite, as gemas peneiradas, a essência de baunilha e a maizena e leve ao fogo, mexendo sempre até formar um mingau. Depois acrescente ao creme um dos frascos de creme de leite.
Monte o pavê colocando uma camada do creme e depois outra com 19 Sonhos de Valsa cortados ou esfarelados (se estiver muito calor não dá para esfarelar muito bem, pode-se cortar em 4 pedaços). Depois coloque a lata de leite condensado que você cozinhou.
Derreta o chocolate meio amargo em banho Maria – reservando 2 fileiras de chocolate para enfeitar, e mistura-o com mais da metade do outro frasco de creme de leite.
Enfeite com raspas de chocolate meio amargo e um bombom no centro.
Coloque na geladeira por aproximadamente 2 horas antes de servir.
Meu paladar, ao que se refere a doces, continua infantil, sou o tipo de pessoa que pode comer qualquer bolo ou bolacha com uma camada extra de leite condensado e, às vezes, percebo certo espanto nas pessoas enquanto coloco três colheres de açúcar numa xícara pequena de café, se possível acompanhada por um bombom ou um pedaço de chocolate ao leite...humm.
No Réveillon, eu e meu marido passamos com alguns amigos aqui em São Paulo mesmo e eu levei pra festa meu doce predileto... “Pavê de sonho de valsa!!!!”.
A maioria das pessoas só experimentou, porque é muito doce, mas eu e o meu marido, que somos formiguinhas, comemos bastante.
Segue a receita da sobremesa mais doce e mais deliciosa que eu já comi em homenagem à Simony, que estava na festa e me pediu a receita. Deve ser porque ela tem adolescentes em casa:
Ingredientes:
20 bombons Sonhos de Valsa
2 latas de leite condensado
1 lata de leite de vaca
2 frascos de creme de leite (pode ser light) rs
1 colher de amido de milho (maizena)
1 tablete grande de chocolate meio amargo
2 gemas de ovo peneiradas
1 colher de chá de essência de baunilha
Preparo:
Cozinhe uma das latas de leite condensado numa panela de pressão por 25 minutos, tire da pressão e coloque sob água fria ou gelo para esfriar e depois abra a lata para impedir que continue cozinhando no seu próprio calor. Você terá um doce de leite bem clarinho, reserve.
Faça o creme de pavê comumente utilizado nas receitas: misture o leite condensado, o leite, as gemas peneiradas, a essência de baunilha e a maizena e leve ao fogo, mexendo sempre até formar um mingau. Depois acrescente ao creme um dos frascos de creme de leite.
Monte o pavê colocando uma camada do creme e depois outra com 19 Sonhos de Valsa cortados ou esfarelados (se estiver muito calor não dá para esfarelar muito bem, pode-se cortar em 4 pedaços). Depois coloque a lata de leite condensado que você cozinhou.
Derreta o chocolate meio amargo em banho Maria – reservando 2 fileiras de chocolate para enfeitar, e mistura-o com mais da metade do outro frasco de creme de leite.
Enfeite com raspas de chocolate meio amargo e um bombom no centro.
Coloque na geladeira por aproximadamente 2 horas antes de servir.
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