20 de junho de 2011

Parque do Povo, São Paulo

No domingo passado eu fui pela terceira vez correndo da minha casa até o Parque do Povo. Um parque relativamente novo e pequeno situado no final da Av. Jucelino Kubichek, do ladinho da Marginal do Rio Pinheiros em São Paulo.
Minha decisão inicial era ir até a academia de plantão e fazer um pouco de musculação, mas quando entrei na Marginal pra pegar a ponte e trocar de lado me deparei com um super trânsito.
Imagine...em pleno domingo ensolarado enfentar congestionamento!? Desisti, fiz a volta, estacionei o carro na garagem e saí correndo!
O Jardim Paulistano é um bairro bem bonito e, tirando a saída de serviço do Clube Pinheiros, o percurso até o parque é bastante agradável! Lá fui eu ao som das minhas músicas prediletas no ipod e, cantando mais alto do que os demais pedrestres gostariam, rapidamente cheguei ao meu destino.
Assim que entrei no parque comecei a me sentir mais feliz. Pessoas praticando esporte, crianças aprendendo a andar de bicicleta e cachorros simpáticos acompanhando seus donos.
Dei uma volta em volta das quadras esportivas e percebi que talvez correr não fosse a melhor opção pra mim naquele momento. Eu queria ver as pessoas, reparar no jeito que os pais abraçam e brincam com os filhos. Queria sentir o sol batendo em meu rosto e experimentar uma respiração mais profunda em meio as poucas, porém lindas árvores.
O contraste entre a natureza e visão da marginal, beirando o rio todo descuidado mexeu comigo, tanta vida e tanta morte tão próximas!
Fui parando de correr e vi pessoas de diferentes idades usufruindo do pouco espaço de natureza que lhes era possível, me identifiquei com elas.
Decidi me focar na vida e qual estímulo poderia ser maior do que um monte de crianças brincando?! Aqueles rostinhos divertidos me fizeram lembrar de todas as outras que conheço...Matheus, Marcelo, Diego, Tarso, André, Dudu, Manuela, Luma, Henrique, Nathan, Vicenzo, Pedrinho, Maria Vitória, Heitor, Antonio, Tetê!
Dei mais uma voltinha, minha música predileta merecia isso: "Ready to love again" Lady Antebellum (http://www.youtube.com/watch?v=9pw-e9dnYSU).
Quando a música acabou voltei correndo, literalmente, pra casa...me deu saudade do meu amor!

29 de maio de 2011

A atividade física pode ajudar no tratamento da Depressão e de Síndromes Ansiosas.

Os termos “Depressão” e “Ansiedade” deixaram de ser exclusivos de formulários médicos e passaram a fazer parte da linguagem popular, além de ocuparem bastante espaço na mídia. Tais fatores geram mais informação, mas também equívocos sobre seus reais sentidos. Vale lembrar que diagnósticos de Depressão ou de Síndromes Ansiosas só podem ser dados por médicos especializados, os Psiquiatras.


Podemos entender que, tanto a depressão quanto a ansiedade são extremos de sentimentos naturais do ser humano estimulados de acordo com os episódios ou situações experimentados, que, dependendo da intensidade afetiva, podem causar desequilíbrio emocional e sofrimento.


Neste sentido, a depressão seria um quadro de tristeza profunda, que, segundo o CID 10[1] pode ser encontrada em três graus: leve, moderado ou grave e apresenta sintomas como rebaixamento do humor e fadiga, além de perda do interesse por atividades cotidianas e/ou de lazer, a diminuição da libido e da capacidade de concentração.


A ansiedade, por sua vez, pode ser compreendida como uma mistura intensa de medo e excitação. De acordo com o dicionário de Psicologia, “Ansiedade é um estado emocional desagradável e apreensivo, suscitado pela previsão de um perigo à integridade da pessoa”. A Psiquiatria chama quadros de ansiedade intensa de Síndromes ansiosas, nas quais estão incluídas a Síndrome do Pânico (crises de ansiedade) e a ansiedade generalizada (ansiedade constante).


Tanto a ansiedade quanto a Depressão podem ser estimuladas por inúmeras situações nas quais há uma expectativa significativa ou a ausência de qualquer perspectiva, planejamento ou esperança, em quadros graves há uma relação importante com o fluxo energético da mente (atuação dos neurotransmissores[2]).


É importante avaliar quais são e como se apresentam os sintomas, e assim identificar se há ou não a necessidade de medicação. Seja qual for o caso, um acompanhamento Psicoterápico será importante para que a pessoa que encontra-se em sofrimento, por meio de ajuda profissional, possa analisar suas escolhas e dificuldades e sentir-se apoiada e fortalecida na busca de mudanças.


Outra ferramenta importante nesta busca é atividade física. Além dos benefícios estéticos e do bem estar generalizado que a prática de exercícios promove - fortes estímulos à auto-estima, pesquisadores perceberam que as pessoas que praticam exercícios físicos apresentam menos sinais de depressão e ansiedade. Isso ocorre porque a atividade física tem um papel importante no funcionamento mental, pois atua sobre os neurotransmissores cerebrais, estimulando a liberação de Endorfina e favorecendo a produção de Serotonina e da Dopamina, hormônios associados ao bem estar.


Também é bastante comum em quadros de depressão e ansiedade haver alterações no período e qualidade do sono, fator que pode ser influenciado positivamente pela prática de atividade física, pois, além da promoção do relaxamento muscular, o próprio cansaço físico pós treino colabora para esta melhora. Considerando que o sono é um reparador orgânico natural e a sua falta causa muita irritabilidade e cansaço, em casos de pessoas com depressão e ansiedade, não dormir bem causará estragos grandes do ponto de vista sintomático.


Mas é importante escolher bem a atividade a ser praticada, bem como o local e o horário para se exercitar. Por exemplo, pessoas muito ansiosas podem ser prejudicadas por escolherem correr no período noturno e, dependendo do grau de ansiedade, em qualquer horário, num primeiro momento, pois é uma atividade que, embora ajude o corpo a liberar muita endorfina, acelera o metabolismo orgânico e pode deixar a pessoa muito mais agitada. Da mesma forma, me parece contra-indicado à pessoas ansiosas atividades excessivamente competitivas, pois poderão exacerbar esse aspecto da personalidade humana e ativar funções psíquicas de alerta, influenciando negativamente sobre o relaxamento geral.


Nos casos de depressão uma boa saída é a pratica de atividades de característica mais lúdica, como as aulas de dança e o Boxe, mas dependendo de como se encontre o humor da pessoa, ela terá dificuldade em iniciar com estas atividades, pois não terá ânimo para isto, neste caso, é indicado que comece com atividades mais leves como a caminhada.


Em ambos os casos – de depressão ou ansiedade – a caminhada e as aulas de Pilates e Yôga são ótimas opções. No caso da caminhada por ser uma atividade com alta capacidade de liberar Endorfina e poder ser praticada em lugares agradáveis como parques ou praias. Nas atividades como Pilates e da Yoga os benefícios ficam por conta do trabalho respiratório e a ativação de musculaturas profundas que desenvolvem consciência corporal e melhoram a comunicação entre mente e corpo, especialmente pelos movimentos de articulações e torções da coluna vertebral, onde há inúmeras terminações nervosas. Há também o fato de estas práticas optarem por músicas relaxantes. Por fim, em se tratando da Yôga, encontramos o trabalho de meditação, uma técnica muito eficiente para promover o relaxamento e ajudar o indivíduo a se perceber melhor. Vale lembrar que os exercícios, especialmente os respiratórios usados na Yôga e no Pilates, também podem ser feitos em qualquer lugar, inclusive antes e/ou depois da caminhada.


O importante é dar o primeiro passo, que pode ser numa esteira de academia, mas também pode ser num parque com muita natureza e pessoas ao redor. Num ambiente assim fica mais fácil repensar a vida, valorizar a existência e rever escolhas e valores pessoais.

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[1]CID 10 é a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde

[2]Neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios, as células nervosas. Por meio delas, podem enviar informações a outras células. Podem também estimular a continuidade de um impulso ou efetuar a reação final no órgão ou músculo alvo.

14 de maio de 2011

Top Chef

Assumidamente viciada, eu me apego a vários seriados de TV e posso passar horas no sofá assistindo um episódio atrás do outro.  Outras vezes, me atraso pra sair de casa por causa de um que nunca tinha visto antes.
Obviamente tenho meus prediletos: Smallville, Two and a half men, The Good Wife, Glee, House, 24 horas e lógico Friends (forever!!!), entre outros.
Mas tem um seriado que assisto há um tempo e não vejo muita gente comentando a respeito: "Top Chef". É  programa norte-americano, no qual 10 a 16 chefes de cozinha competem por um prêmio de 200 mil dólares.
Na verdade, um reality show que reune os competidores numa casa e mostra, sutilmente (se comparado ao BBB, por exemplo) as discussões e as aproximações que se estabelecem no decorrer do programa.
Os competidores têm desafios a cada episódio e são avaliados por chefes reconhecidos mundialmente, além de, algumas vezes, receberem a visita de alguma celebridade.
Em todos os episódios há um jurado convidado que, juntamente com  Tom Collichio, Gail Simmons e a apresentadora do programa, formará o júri que avaliará cada um segundo os desempenho na tarefa proposta.
A cada episódio, os participantes têm dois desafios: o "Desafio Quickfire" e o "Desafio de Eliminação".
O primeiro, "Quickfire" costuma durar 1h ou menos e consiste em preparar um prato de alguma cozinha ou um ingrediente específico. Neste desafio não há eliminação, mas premiação - o vencedor ganha imunidade para o próximo desafio.
No "Desafio de Eliminação" os chefes têm que preparar todos os pratos de um evento, seja ele um jantar, um almoço ou um menu completo de um restaurante que, em equipe, montam, incluindo a decoração e a escolha do nome do restaurante entre outros detalhes, dando conta de receber um número significativo de convidados.
É muito interessante ver a variedade de pratos e detalhes e também a beleza na apresentação de algusn deles. Me dá vontade de fazer cursos de culinária!
A hora da eliminação é muito emocionante, cada participante ouve comentários detalhados sobre suas produções e um deles ouve a frase: "Please, pack your knives and go."
Padma Lackshmi  é a apresentadora atual da série que já está na 8ª temporada nos EUA. No Brasil, o programa passa na Sony no sábado ás 23h e reprisa no sábado às 19h.

15 de abril de 2011

Setting e relação terapeutica

Setting é o nome dado ao momento da sessão em Psicoterapia e significa mais do que os 50min que paciente e psicólogo passam juntos, pois considera todos os fenômenos inconscientes que aparecem ali, entre eles a transferência e a  contratransferência.
Um contexto intenso no qual há a possibilidade de se estabelecer vínculos afetivos profundos de ambas as partes, o que é benéfico e esperado, mas que também permite a manifestação fantasias narcísicas e onipotentes, em função da impetuosidade emocional envolvida.
Ryad Simon, professor titular do departamento de Psicologia Clinica  do Instituto de Psicologia da USP, fala um pouco a respeito em seu livro: "Psicoterapia Psicanalítica: Concepção Original", ao tratar de uma questão comum na clínica que é o afastamento esporádico entre o paciente e o psicólogo, neste caso, especificamente, ele falava de uma paciente que iria ter bebê e estava com dificuldade em lidar com esta separação e, por isso, lhe pedia que que ligasse para ela e fosse visitá-la no hospital.

"Em minha opinião, o psicoterapeuta deve agir dentro dos limites do enquadre para não confirmar ao paciente que realmente é o unico que pode ajudá-lo. É de fato o unico que pode ajudá-lo psicanaliticamente; mas, nem só de psicanálise vive o homem. Há outras formas de ajudar que podem ser prestadas por outros profissionais [...], parentes, e outros, que têm também um efeito psicoterapeutico de apoio ajudando a suportar a ausência da relação psicanalítica. O psicoterapeuta não precisa se sentir um monstro insensível abandonando o paciente à própria sorte.
Quando a mãe deixa o filho pela primeira vez na escola, esse ato pungente é imprescindível para o amadurecimento. Por mais doloroso que seja frustrar o paciente, isso é necessário para levá-lo a descobrir que o psicoterapeuta não compartilha de seu delírio de ser o único capaz de tratá-lo.
Evita assim o convite para regredirem a um momento de vida em que a alucinação da mãe-ideal - ou do peito ideal - eram os únicos objetos com os quais o bebê podia contar para sobreviver aos perseguidores.
A dor da frustração pode levar o paciente a odiar o psicoterapeuta, promover uma desidealização brusca e levar o paciente a abandonar a psicoterapia.
Mas acho preferível correr este risco. A alternativa seria o psicoterapeuta atuar contratransferencialmente acreditando ser o único, sentir-se tentado a ultrapassar os limites do desempenho profissional, expondo-se à probabilidade de prejudicar-se e prejudicar o paciente.
Descobrirá muito tarde que tudo o que ele fizer pelo paciente não poderá evitar a desidealização. Ademais, não deve ser nosso objetivo tornarmo-nos o objeto ideal do paciente. Isso não ajuda a cura, apenas promove a loucura (de ambos).
E, afinal, se o paciente puder suportar a frustração e sustentar o vínculo psicoterápico, perceberá que entre seu delírio persecutório e a realidade há uma diferença, que outras pessoas também são "boas", e que o psicólogo é apenas um ser humano que presta serviços profissionais. Isso frustrará nosso narcisismo, mas será muito benéfico para nossa saúde mental. Inclusive a do paciente." (Ryad Simon)

12 de abril de 2011

Pensamento do dia

O ser humano vive para realizar desejos!
Quando não reconhecemos os nossos próprios, buscamos realizar os desejos de outros!

7 de abril de 2011

Integrar...tornar inteiro

Durante todo nosso processo de desenvolvimento lidamos com o conflito de ser um igual  e ao mesmo tempo ser único.

Na tentativa de se adaptar às exigências internas - desejos e medos, e às exigências externas - agradar a quem amamos, vamos nos munindo de defesas sentidas como essenciais à nossa sobrevivência física e emocional.

Muitas vezes, acabamos por nos esconder atrás de máscaras tão perfeitamente desenhadas sob a égide do instinto pela sobrevivência, que passamos a não mais notar a incoerência entre o reflexo destas máscaras no espelho da vida e a sensação de auto traição representada pela angústia de mantê-las.

Assim, nos surpreendemos, frequentemente, em meio às mesmas escolhas, comportamentos e modelos de relacionamento e parece que nem toda estranheza e insegurança desta percepção são capazes de mudar nossa direção.

Melanie Klein, Psicanalista, estudou a fase mais arcaica do desenvolvimento humano, os primeiros meses de vida, quando nós, ainda bebês indefesos e dependentes, vamos formulando teorias sobre a vida, a morte o amor e o ódio, em forma de fantasias que cooperam nesta busca de adequação "vital".

Sua teoria tem como centro o conceito das Posições através das quais nosso psiquismo funciona de forma dinâmica - Esquizoparanóide e Depressiva - didaticamente falando: a primeira lembra a paranóia mesmo, pessoas ou momentos em que nos sentimos perseguidos e prejudicados (abusados, desconsiderados, desrespeitados ou não reconhecidos) pelo outro e a segunda tem a ver com nossa sensação de ter prejudicado, machucado e/ou magoado profundamente o outro, ficamos inundados por sentimentos de culpa e arrependimento. Para a autora este funcionamento se dá durante toda a vida (migramos de uma posição para outra, podendo ficar mais tempo em uma ou em outra) e pode ocupar mais ou menos espaço de tempo cronológico de toda nossa história. Esta ocupação - em qual posição nos manteremos e como nos sentiremos - dependerá da força das nossas fantasias primitivas e do grau de capacidade instigadora presente nos moldes de relacionamentos que escolhemos ter.

É a possibilidade de integração dos apactos psíquicos destas duas posições que poderá possibilitar a sensação de unicidade, sem a culpa de ser quem somos e querer o que quisermos: enteder que é possível amar e odiar o outro sem destruí-lo e sem ser destruído  (retaliado), é também abrir mão das fantasias de onipotência e das idealizações, podendo conviver com as frustrações da vida.

Um bom começo para isso é se inteirar a respeito de si mesmo para poder esolher consciente e responsavelmente como deseja viver e se relacionar.

Tarefa difícil, mas possível por meio da análise ou da psicoterapia, ferramentas que ajudam no processo de integração dos diferentes aspectos - 'bons' e 'maus' - da nossa personalidade, bem como na aceitação e também integração destes mesmos aspectos presentes na personalidade das pessoas com as quais (con)vivemos.

3 de abril de 2011

Nome Próprio

Há meses eu e minha sócia começamos a procurar o nome próprio da nossa empresa.
Na verdade chegamos a escolher um...ele era incrível, combinava com nossa amizade, com a proposta da nossa empresa e com nossa essência.
Seria perfeito se não fosse o fato de  esse nome já pertencer a outra empresa do mesmo ramo de atividades que a nossa!
Desistimos por um tempo e retomamos a maratona nos últimos dias. Mundo interno, dicionários, amigos, livros, buscamos ajuda de todos os lados, em vão.
Quando o nome era bom já não havia mais o a possibilidade de inscrição e, as vezes, de domínio disponível pra um site. Quando o domínio e a pesquisa de marca no INPI estavam ok, a escolha nos parecia inominável.
É frustrante não encontrar o próprio nome profissional. É como perder um pedaço de identidade e ganhar um tanto de sofrimento diante de uma apresentação.
Por enquanto, a saga continua. Prosseguimos em nossa busca, gratas pela possibilidade de trabalhar com um cognomen muito querido e que nomeia o nosso desejo de...PLENITUDE. (http://www.plenitudetreinamento.com.br/

21 de março de 2011

Boxe – entrevista para o site Vida de Jovem

O Boxe, hoje praticado também em grandes academias, tem se mostrado bem mais atraente que as modalidades tradicionais em fitness (musculação e ginástica), isso porque essas modalidades envolvem uma dose de “sofrimento” considerável durante suas práticas.

Não que não haja sofrimento no Boxe, afinal, “No Pain, No Gain”, a diferença é que há um prazer físico e psicológico experimentado durante o treino, proporcionadao especialmente pela descarga de Adrenalina.

Outros aspectos que influenciam o nível de prazer na prática do Boxe são a sensação de domínio motor e de evolução do desempenho, que têm como resultado o aumento da auto-confiança.

Pensando nos processos mentais, a exigência do total envolvimento do praticante: atenção, concentração, habilidades e capacidades físicas, produz a melhora do desempenho gradativamente e o motiva a treinar mais. Neste sentido, a repetição no Boxe também é uma estratégia importante, por isso, não desanime caso se sinta pouco coordenado, o próprio treinamento te ajudará a evoluir e se sentir mais confiante aula após aula.

As aulas costumam ser divididas em rounds: 3min de prática por 1min de descanso. A seqüência é basicamente formada por alongamento, corda, flexões e abdominais. Depois o “atleta” dará golpes nos sacos e praticará sparring em cima do ringue.

Se o seu objetivo for estético, lembre-se que tais ganhos são garantidos pela freqüência nas aulas e por uma alimentação saudável. O aumento da massa muscular é garantido, bem como a melhora do condicionamento físico e a diminuição do estresse diário.

Precauções:

Você deve tomar cuidado caso tenha problemas sérios de coluna, como escolioses significativas ou hérnias de disco.


O Boxe também exige bastante das articulações como quadril e joelhos, mas certamente a maior solicitação está direcionada para a articulação dos ombros. Por outro lado, a prática freqüente e consciente da atividade prevenirá lesões, na medida em que a musculatura que recobre a articulação do ombro (Deltóide) se fortalecer e se tornar mais saudável.

Em casos de lesões sérias, deve-se tratar as articulações antes de iniciar esta prática, para evitar maiores problemas.

Em todo caso, experimente fazer algumas aulas preocupando-se em realizar um bom aquecimento que inclui não apenas alongamento da musculatura, mas também a mobilização articular – simular os movimentos do boxe através de movimentos articulares suaves e sem sobrecarga.

Para quem ainda vai iniciar, é importante procurar um local de treino no qual o instrutor seja experiente e tenha domínio da técnica, para garantir um bom treinamento, bem como evoluir sem colocar em risco seu próprio corpo, em especial as articulações.

Outro cuidado se refere à escolha de acessórios importantes para a prática, como luvas específicas e roupas leves que permitam amplitude nos movimentos.

Bom treino!!