Setting é o nome dado ao momento da sessão em Psicoterapia e significa mais do que os 50min que paciente e psicólogo passam juntos, pois considera todos os fenômenos inconscientes que aparecem ali, entre eles a transferência e a contratransferência.
Um contexto intenso no qual há a possibilidade de se estabelecer vínculos afetivos profundos de ambas as partes, o que é benéfico e esperado, mas que também permite a manifestação fantasias narcísicas e onipotentes, em função da impetuosidade emocional envolvida.
Ryad Simon, professor titular do departamento de Psicologia Clinica do Instituto de Psicologia da USP, fala um pouco a respeito em seu livro: "Psicoterapia Psicanalítica: Concepção Original", ao tratar de uma questão comum na clínica que é o afastamento esporádico entre o paciente e o psicólogo, neste caso, especificamente, ele falava de uma paciente que iria ter bebê e estava com dificuldade em lidar com esta separação e, por isso, lhe pedia que que ligasse para ela e fosse visitá-la no hospital.
"Em minha opinião, o psicoterapeuta deve agir dentro dos limites do enquadre para não confirmar ao paciente que realmente é o unico que pode ajudá-lo. É de fato o unico que pode ajudá-lo psicanaliticamente; mas, nem só de psicanálise vive o homem. Há outras formas de ajudar que podem ser prestadas por outros profissionais [...], parentes, e outros, que têm também um efeito psicoterapeutico de apoio ajudando a suportar a ausência da relação psicanalítica. O psicoterapeuta não precisa se sentir um monstro insensível abandonando o paciente à própria sorte.
Quando a mãe deixa o filho pela primeira vez na escola, esse ato pungente é imprescindível para o amadurecimento. Por mais doloroso que seja frustrar o paciente, isso é necessário para levá-lo a descobrir que o psicoterapeuta não compartilha de seu delírio de ser o único capaz de tratá-lo.
Evita assim o convite para regredirem a um momento de vida em que a alucinação da mãe-ideal - ou do peito ideal - eram os únicos objetos com os quais o bebê podia contar para sobreviver aos perseguidores.
A dor da frustração pode levar o paciente a odiar o psicoterapeuta, promover uma desidealização brusca e levar o paciente a abandonar a psicoterapia.
Mas acho preferível correr este risco. A alternativa seria o psicoterapeuta atuar contratransferencialmente acreditando ser o único, sentir-se tentado a ultrapassar os limites do desempenho profissional, expondo-se à probabilidade de prejudicar-se e prejudicar o paciente.
Descobrirá muito tarde que tudo o que ele fizer pelo paciente não poderá evitar a desidealização. Ademais, não deve ser nosso objetivo tornarmo-nos o objeto ideal do paciente. Isso não ajuda a cura, apenas promove a loucura (de ambos).
E, afinal, se o paciente puder suportar a frustração e sustentar o vínculo psicoterápico, perceberá que entre seu delírio persecutório e a realidade há uma diferença, que outras pessoas também são "boas", e que o psicólogo é apenas um ser humano que presta serviços profissionais. Isso frustrará nosso narcisismo, mas será muito benéfico para nossa saúde mental. Inclusive a do paciente." (Ryad Simon)
15 de abril de 2011
12 de abril de 2011
Pensamento do dia
O ser humano vive para realizar desejos!
Quando não reconhecemos os nossos próprios, buscamos realizar os desejos de outros!
Quando não reconhecemos os nossos próprios, buscamos realizar os desejos de outros!
7 de abril de 2011
Integrar...tornar inteiro
Durante todo nosso processo de desenvolvimento lidamos com o conflito de ser um igual e ao mesmo tempo ser único.
Na tentativa de se adaptar às exigências internas - desejos e medos, e às exigências externas - agradar a quem amamos, vamos nos munindo de defesas sentidas como essenciais à nossa sobrevivência física e emocional.
Muitas vezes, acabamos por nos esconder atrás de máscaras tão perfeitamente desenhadas sob a égide do instinto pela sobrevivência, que passamos a não mais notar a incoerência entre o reflexo destas máscaras no espelho da vida e a sensação de auto traição representada pela angústia de mantê-las.
Assim, nos surpreendemos, frequentemente, em meio às mesmas escolhas, comportamentos e modelos de relacionamento e parece que nem toda estranheza e insegurança desta percepção são capazes de mudar nossa direção.
Melanie Klein, Psicanalista, estudou a fase mais arcaica do desenvolvimento humano, os primeiros meses de vida, quando nós, ainda bebês indefesos e dependentes, vamos formulando teorias sobre a vida, a morte o amor e o ódio, em forma de fantasias que cooperam nesta busca de adequação "vital".
Sua teoria tem como centro o conceito das Posições através das quais nosso psiquismo funciona de forma dinâmica - Esquizoparanóide e Depressiva - didaticamente falando: a primeira lembra a paranóia mesmo, pessoas ou momentos em que nos sentimos perseguidos e prejudicados (abusados, desconsiderados, desrespeitados ou não reconhecidos) pelo outro e a segunda tem a ver com nossa sensação de ter prejudicado, machucado e/ou magoado profundamente o outro, ficamos inundados por sentimentos de culpa e arrependimento. Para a autora este funcionamento se dá durante toda a vida (migramos de uma posição para outra, podendo ficar mais tempo em uma ou em outra) e pode ocupar mais ou menos espaço de tempo cronológico de toda nossa história. Esta ocupação - em qual posição nos manteremos e como nos sentiremos - dependerá da força das nossas fantasias primitivas e do grau de capacidade instigadora presente nos moldes de relacionamentos que escolhemos ter.
É a possibilidade de integração dos apactos psíquicos destas duas posições que poderá possibilitar a sensação de unicidade, sem a culpa de ser quem somos e querer o que quisermos: enteder que é possível amar e odiar o outro sem destruí-lo e sem ser destruído (retaliado), é também abrir mão das fantasias de onipotência e das idealizações, podendo conviver com as frustrações da vida.
Um bom começo para isso é se inteirar a respeito de si mesmo para poder esolher consciente e responsavelmente como deseja viver e se relacionar.
Tarefa difícil, mas possível por meio da análise ou da psicoterapia, ferramentas que ajudam no processo de integração dos diferentes aspectos - 'bons' e 'maus' - da nossa personalidade, bem como na aceitação e também integração destes mesmos aspectos presentes na personalidade das pessoas com as quais (con)vivemos.
Na tentativa de se adaptar às exigências internas - desejos e medos, e às exigências externas - agradar a quem amamos, vamos nos munindo de defesas sentidas como essenciais à nossa sobrevivência física e emocional.
Muitas vezes, acabamos por nos esconder atrás de máscaras tão perfeitamente desenhadas sob a égide do instinto pela sobrevivência, que passamos a não mais notar a incoerência entre o reflexo destas máscaras no espelho da vida e a sensação de auto traição representada pela angústia de mantê-las.
Assim, nos surpreendemos, frequentemente, em meio às mesmas escolhas, comportamentos e modelos de relacionamento e parece que nem toda estranheza e insegurança desta percepção são capazes de mudar nossa direção.
Melanie Klein, Psicanalista, estudou a fase mais arcaica do desenvolvimento humano, os primeiros meses de vida, quando nós, ainda bebês indefesos e dependentes, vamos formulando teorias sobre a vida, a morte o amor e o ódio, em forma de fantasias que cooperam nesta busca de adequação "vital".
Sua teoria tem como centro o conceito das Posições através das quais nosso psiquismo funciona de forma dinâmica - Esquizoparanóide e Depressiva - didaticamente falando: a primeira lembra a paranóia mesmo, pessoas ou momentos em que nos sentimos perseguidos e prejudicados (abusados, desconsiderados, desrespeitados ou não reconhecidos) pelo outro e a segunda tem a ver com nossa sensação de ter prejudicado, machucado e/ou magoado profundamente o outro, ficamos inundados por sentimentos de culpa e arrependimento. Para a autora este funcionamento se dá durante toda a vida (migramos de uma posição para outra, podendo ficar mais tempo em uma ou em outra) e pode ocupar mais ou menos espaço de tempo cronológico de toda nossa história. Esta ocupação - em qual posição nos manteremos e como nos sentiremos - dependerá da força das nossas fantasias primitivas e do grau de capacidade instigadora presente nos moldes de relacionamentos que escolhemos ter.
É a possibilidade de integração dos apactos psíquicos destas duas posições que poderá possibilitar a sensação de unicidade, sem a culpa de ser quem somos e querer o que quisermos: enteder que é possível amar e odiar o outro sem destruí-lo e sem ser destruído (retaliado), é também abrir mão das fantasias de onipotência e das idealizações, podendo conviver com as frustrações da vida.
Um bom começo para isso é se inteirar a respeito de si mesmo para poder esolher consciente e responsavelmente como deseja viver e se relacionar.
Tarefa difícil, mas possível por meio da análise ou da psicoterapia, ferramentas que ajudam no processo de integração dos diferentes aspectos - 'bons' e 'maus' - da nossa personalidade, bem como na aceitação e também integração destes mesmos aspectos presentes na personalidade das pessoas com as quais (con)vivemos.
3 de abril de 2011
Nome Próprio
Há meses eu e minha sócia começamos a procurar o nome próprio da nossa empresa.
Na verdade chegamos a escolher um...ele era incrível, combinava com nossa amizade, com a proposta da nossa empresa e com nossa essência.
Seria perfeito se não fosse o fato de esse nome já pertencer a outra empresa do mesmo ramo de atividades que a nossa!
Desistimos por um tempo e retomamos a maratona nos últimos dias. Mundo interno, dicionários, amigos, livros, buscamos ajuda de todos os lados, em vão.
Quando o nome era bom já não havia mais o a possibilidade de inscrição e, as vezes, de domínio disponível pra um site. Quando o domínio e a pesquisa de marca no INPI estavam ok, a escolha nos parecia inominável.
É frustrante não encontrar o próprio nome profissional. É como perder um pedaço de identidade e ganhar um tanto de sofrimento diante de uma apresentação.
Por enquanto, a saga continua. Prosseguimos em nossa busca, gratas pela possibilidade de trabalhar com um cognomen muito querido e que nomeia o nosso desejo de...PLENITUDE. (http://www.plenitudetreinamento.com.br/
Na verdade chegamos a escolher um...ele era incrível, combinava com nossa amizade, com a proposta da nossa empresa e com nossa essência.
Seria perfeito se não fosse o fato de esse nome já pertencer a outra empresa do mesmo ramo de atividades que a nossa!
Desistimos por um tempo e retomamos a maratona nos últimos dias. Mundo interno, dicionários, amigos, livros, buscamos ajuda de todos os lados, em vão.
Quando o nome era bom já não havia mais o a possibilidade de inscrição e, as vezes, de domínio disponível pra um site. Quando o domínio e a pesquisa de marca no INPI estavam ok, a escolha nos parecia inominável.
É frustrante não encontrar o próprio nome profissional. É como perder um pedaço de identidade e ganhar um tanto de sofrimento diante de uma apresentação.
Por enquanto, a saga continua. Prosseguimos em nossa busca, gratas pela possibilidade de trabalhar com um cognomen muito querido e que nomeia o nosso desejo de...PLENITUDE. (http://www.plenitudetreinamento.com.br/
21 de março de 2011
Boxe – entrevista para o site Vida de Jovem
O Boxe, hoje praticado também em grandes academias, tem se mostrado bem mais atraente que as modalidades tradicionais em fitness (musculação e ginástica), isso porque essas modalidades envolvem uma dose de “sofrimento” considerável durante suas práticas.
Não que não haja sofrimento no Boxe, afinal, “No Pain, No Gain”, a diferença é que há um prazer físico e psicológico experimentado durante o treino, proporcionadao especialmente pela descarga de Adrenalina.
Outros aspectos que influenciam o nível de prazer na prática do Boxe são a sensação de domínio motor e de evolução do desempenho, que têm como resultado o aumento da auto-confiança.
Pensando nos processos mentais, a exigência do total envolvimento do praticante: atenção, concentração, habilidades e capacidades físicas, produz a melhora do desempenho gradativamente e o motiva a treinar mais. Neste sentido, a repetição no Boxe também é uma estratégia importante, por isso, não desanime caso se sinta pouco coordenado, o próprio treinamento te ajudará a evoluir e se sentir mais confiante aula após aula.
As aulas costumam ser divididas em rounds: 3min de prática por 1min de descanso. A seqüência é basicamente formada por alongamento, corda, flexões e abdominais. Depois o “atleta” dará golpes nos sacos e praticará sparring em cima do ringue.
Se o seu objetivo for estético, lembre-se que tais ganhos são garantidos pela freqüência nas aulas e por uma alimentação saudável. O aumento da massa muscular é garantido, bem como a melhora do condicionamento físico e a diminuição do estresse diário.
Precauções:
Você deve tomar cuidado caso tenha problemas sérios de coluna, como escolioses significativas ou hérnias de disco.
O Boxe também exige bastante das articulações como quadril e joelhos, mas certamente a maior solicitação está direcionada para a articulação dos ombros. Por outro lado, a prática freqüente e consciente da atividade prevenirá lesões, na medida em que a musculatura que recobre a articulação do ombro (Deltóide) se fortalecer e se tornar mais saudável.
Em casos de lesões sérias, deve-se tratar as articulações antes de iniciar esta prática, para evitar maiores problemas.
Em todo caso, experimente fazer algumas aulas preocupando-se em realizar um bom aquecimento que inclui não apenas alongamento da musculatura, mas também a mobilização articular – simular os movimentos do boxe através de movimentos articulares suaves e sem sobrecarga.
Para quem ainda vai iniciar, é importante procurar um local de treino no qual o instrutor seja experiente e tenha domínio da técnica, para garantir um bom treinamento, bem como evoluir sem colocar em risco seu próprio corpo, em especial as articulações.
Outro cuidado se refere à escolha de acessórios importantes para a prática, como luvas específicas e roupas leves que permitam amplitude nos movimentos.
Bom treino!!
Não que não haja sofrimento no Boxe, afinal, “No Pain, No Gain”, a diferença é que há um prazer físico e psicológico experimentado durante o treino, proporcionadao especialmente pela descarga de Adrenalina.
Outros aspectos que influenciam o nível de prazer na prática do Boxe são a sensação de domínio motor e de evolução do desempenho, que têm como resultado o aumento da auto-confiança.
Pensando nos processos mentais, a exigência do total envolvimento do praticante: atenção, concentração, habilidades e capacidades físicas, produz a melhora do desempenho gradativamente e o motiva a treinar mais. Neste sentido, a repetição no Boxe também é uma estratégia importante, por isso, não desanime caso se sinta pouco coordenado, o próprio treinamento te ajudará a evoluir e se sentir mais confiante aula após aula.
As aulas costumam ser divididas em rounds: 3min de prática por 1min de descanso. A seqüência é basicamente formada por alongamento, corda, flexões e abdominais. Depois o “atleta” dará golpes nos sacos e praticará sparring em cima do ringue.
Se o seu objetivo for estético, lembre-se que tais ganhos são garantidos pela freqüência nas aulas e por uma alimentação saudável. O aumento da massa muscular é garantido, bem como a melhora do condicionamento físico e a diminuição do estresse diário.
Precauções:
Você deve tomar cuidado caso tenha problemas sérios de coluna, como escolioses significativas ou hérnias de disco.
O Boxe também exige bastante das articulações como quadril e joelhos, mas certamente a maior solicitação está direcionada para a articulação dos ombros. Por outro lado, a prática freqüente e consciente da atividade prevenirá lesões, na medida em que a musculatura que recobre a articulação do ombro (Deltóide) se fortalecer e se tornar mais saudável.
Em casos de lesões sérias, deve-se tratar as articulações antes de iniciar esta prática, para evitar maiores problemas.
Em todo caso, experimente fazer algumas aulas preocupando-se em realizar um bom aquecimento que inclui não apenas alongamento da musculatura, mas também a mobilização articular – simular os movimentos do boxe através de movimentos articulares suaves e sem sobrecarga.
Para quem ainda vai iniciar, é importante procurar um local de treino no qual o instrutor seja experiente e tenha domínio da técnica, para garantir um bom treinamento, bem como evoluir sem colocar em risco seu próprio corpo, em especial as articulações.
Outro cuidado se refere à escolha de acessórios importantes para a prática, como luvas específicas e roupas leves que permitam amplitude nos movimentos.
Bom treino!!
27 de fevereiro de 2011
Transtorno de Pânico e Ansiedade Generalizada: Síndromes Ansiosas
Os termos técnicos referentes aos transtornos mentais, que antes se restringiam aos hospitais ou clínicas médicas, têm alcançado pessoas de diversas camadas sociais e provocado mudanças na forma de ver o ser humano, há tempos observado pelo prisma biológico e hoje analisado também pelo viés emocional.
Muitos autores desconfiam que a fase de transição e a conseqüente mescla entre os ideais modernos e pós-modernos sejam os responsáveis pela freqüência de sintomas de ansiedade e depressão na população ocidental, por razões que poderão se discutidas em outra ocasião, pois a intenção deste post é falar sobre as Síndromes Ansiosas, em especial a do Pânico.
A palavra “síndrome se refere ao conjunto de sinais e sintomas que se agrupam de forma recorrente e são observadas na prática clínica diária” (Dalgalarrondo, 2008).
As Síndromes Ansiosas são ordenadas inicialmente em dois grupos: Síndrome do Pânico e Ansiedade Generalizada.
O diagnóstico de ansiedade generalizada admite a presença de sintomas ansiosos excessivos, na maior parte dos dias, por pelo menos seis meses. Estes sintomas são: angústia freqüente, dificuldade em se concentrar e irritabilidade, insônia, cefaléia, dores ou queimação de estômago e dores musculares, bem como taquicardia, tontura, formigamento e sudorese fria.
Já as crises de pânico acontecem de forma intermitente, intensa e com a eclosão de vários sintomas ansiosos. A crise pode vir acompanhada de agorafobia (fobia de lugares amplos e aglomerações), mas isso não é uma regra.
Podemos definí-la como ataques súbitos de ansiedade, acompanhados de sintomas físicos e afetivos. Atinge cerca de 3,5% da população geral ao longo da vida e é mais comum em mulheres e indivíduos entre 30 e 40 anos de idade.
As crises de pânico trazem sofrimento que vão além de seus episódios, pois apresentam um alto grau de ansiedade antecipatória, caracterizada pelo medo de ter um novo ataque e pelo comportamento de “evitação fóbica” – evitar locais ou situações nos quais já ocorreu um ataque de pânico.
A recorrência de tais crises acompanhadas pelo medo de perder o controle, ter um enfarto ou de enlouquecer, definirá o quadro como Transtorno de Pânico.
Por causa da intensa descarga energética sobre o sistema nervoso autônomo, causada pela ansiedade excessiva, o indivíduo com pânico terá sintomas como: taquicardia, suor frio, tremores, desconforto respiratório ou sensação de asfixia, náuseas, formigamentos em membros e/ou lábios
O grau de despersonalização (sensação de a cabeça ficar leve, de o corpo ficar estranho, diferente, não familiar) experimentada pelo paciente dependerá da intensidade da crise vivenciada.
Tratamento:
A pessoa que tiver pelo menos quatro destes sintomas juntos deverá procurar um psiquiatra, que poderá diagnosticar a presença ou não do pânico. Este profissional irá medicá-lo adequadamente para que haja a diminuição do sofrimento.
Porém, embora o remédio seja importante no tratamento, não é suficiente para por fim ao sofrimento do indivíduo com pânico.
Alguns poderão dizer que isso não é verdade, que tal transtorno pode ser causado pelo desequilíbrio na produção de neurotransmissores e que o ajuste deste desequilíbrio por si só resolve o problema.
Acontece que não se sabe, como dizem, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Não sabemos se o sofrimento é causado pelo mau funcionamento cerebral ou se é ele, o sofrimento, quem desregula os níveis de neurotransmissores.
Sabemos, porém, que todo sofrimento precisa de um lugar para ser elaborado e a psicoterapia é um dos lugares mais propícios para lidar com a dor e encontrar novos sentidos para a vida. Coisas que o remédio não pode proporcionar sozinho.
Como complemento você também poderá adotar a prática de Yôga ou relaxamento.
Muitos autores desconfiam que a fase de transição e a conseqüente mescla entre os ideais modernos e pós-modernos sejam os responsáveis pela freqüência de sintomas de ansiedade e depressão na população ocidental, por razões que poderão se discutidas em outra ocasião, pois a intenção deste post é falar sobre as Síndromes Ansiosas, em especial a do Pânico.
A palavra “síndrome se refere ao conjunto de sinais e sintomas que se agrupam de forma recorrente e são observadas na prática clínica diária” (Dalgalarrondo, 2008).
As Síndromes Ansiosas são ordenadas inicialmente em dois grupos: Síndrome do Pânico e Ansiedade Generalizada.
O diagnóstico de ansiedade generalizada admite a presença de sintomas ansiosos excessivos, na maior parte dos dias, por pelo menos seis meses. Estes sintomas são: angústia freqüente, dificuldade em se concentrar e irritabilidade, insônia, cefaléia, dores ou queimação de estômago e dores musculares, bem como taquicardia, tontura, formigamento e sudorese fria.
Já as crises de pânico acontecem de forma intermitente, intensa e com a eclosão de vários sintomas ansiosos. A crise pode vir acompanhada de agorafobia (fobia de lugares amplos e aglomerações), mas isso não é uma regra.
Podemos definí-la como ataques súbitos de ansiedade, acompanhados de sintomas físicos e afetivos. Atinge cerca de 3,5% da população geral ao longo da vida e é mais comum em mulheres e indivíduos entre 30 e 40 anos de idade.
As crises de pânico trazem sofrimento que vão além de seus episódios, pois apresentam um alto grau de ansiedade antecipatória, caracterizada pelo medo de ter um novo ataque e pelo comportamento de “evitação fóbica” – evitar locais ou situações nos quais já ocorreu um ataque de pânico.
A recorrência de tais crises acompanhadas pelo medo de perder o controle, ter um enfarto ou de enlouquecer, definirá o quadro como Transtorno de Pânico.
Por causa da intensa descarga energética sobre o sistema nervoso autônomo, causada pela ansiedade excessiva, o indivíduo com pânico terá sintomas como: taquicardia, suor frio, tremores, desconforto respiratório ou sensação de asfixia, náuseas, formigamentos em membros e/ou lábios
O grau de despersonalização (sensação de a cabeça ficar leve, de o corpo ficar estranho, diferente, não familiar) experimentada pelo paciente dependerá da intensidade da crise vivenciada.
Tratamento:
A pessoa que tiver pelo menos quatro destes sintomas juntos deverá procurar um psiquiatra, que poderá diagnosticar a presença ou não do pânico. Este profissional irá medicá-lo adequadamente para que haja a diminuição do sofrimento.
Porém, embora o remédio seja importante no tratamento, não é suficiente para por fim ao sofrimento do indivíduo com pânico.
Alguns poderão dizer que isso não é verdade, que tal transtorno pode ser causado pelo desequilíbrio na produção de neurotransmissores e que o ajuste deste desequilíbrio por si só resolve o problema.
Acontece que não se sabe, como dizem, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Não sabemos se o sofrimento é causado pelo mau funcionamento cerebral ou se é ele, o sofrimento, quem desregula os níveis de neurotransmissores.
Sabemos, porém, que todo sofrimento precisa de um lugar para ser elaborado e a psicoterapia é um dos lugares mais propícios para lidar com a dor e encontrar novos sentidos para a vida. Coisas que o remédio não pode proporcionar sozinho.
Como complemento você também poderá adotar a prática de Yôga ou relaxamento.
22 de fevereiro de 2011
Pilates e Yoga
Comecei a praticar Yoga há aproximadamente um mês e estou curtindo bastante.
Ainda não posso ser considerada um expert no assunto, mas deu pra entender um pouco sobre a prática, especialmente ao que se refere à vivência física, aliás, boa demais.
Muitos dos movimentos eu já conhecia, dado que Pilates foi bastante influenciado pela Yoga ao desenvolver seu método e hoje pude refletir um pouco mais a respeito da proximidade das duas práticas ao responder a algumas questões a respeito para o site: www.vidadejovem.com.br
Um site especialmente elaborado para informar os adolescentes. Segue a entrevista...
1. Qual a diferença e a semelhança do yoga e do pilates?
Na verdade Joseph Pilates era um praticante de Yoga e, por isso, essa modalidade influenciou-o na criação de seu método, hoje conhecido como Pilates. Em termos de movimentos executados, a semelhança é grande, tanto uma modalidade quanto a outra faz bastante uso de movimentos como extensões, flexões e torções de coluna e há, também, em ambas, um intenso trabalho da musculatura abdominal.
Creio que a diferença principal seja a ideologia de cada modalidade. A Yoga, é uma prática milenar que visa a integração da totalidade do ser humano – inclusive, o termo Yoga quer dizer “União”, nesse caso, entre corpo e mente.
Já o Pilates, embora proporcione um trabalho holístico como a Yoga, tem características mais voltadas ao treinamento físico, ou seja, embora não negue, não tem como premissa uma filosofia de vida.
2. Se o adolescente tiver problemas na coluna (lordose, escoliose), o pilates pode substituir o RPG? Por que?
Sim. O Pilates não só substitui o RPG, mas também pode ser mais atraente para o adolescente, pois é mais dinâmico. Outro ponto a favor do Pilates é que, além da prática promover a saúde da coluna, como ocorre no RPG, ele influencia no padrão do movimento do praticante, é uma atividade funcional, e melhora o condicionamento físico. Desta forma, o adolescente passará a se movimentar de maneira mais apropriada para evitar lesões no dia a dia e na prática de outras atividades físicas, além de ter uma melhora considerável em sua postura e sentir mais disposição física.
3. Existe alguma posição do yoga e do pilates que de ser evitada no período menstrual? Por que?
No Pilates não há nada específico neste sentido, o que pode ocorrer é que a menina pode sentir a lombar mais sensível neste período e se incomodar com alguns movimentos, como extensões grandes de coluna (que são movimentos nos quais o tronco e direcionado para trás – a cabeça apontando na direção do bumbum), mas neste caso, ela poderá fazer os mesmos movimentos com uma amplitude menor.
No caso da Yoga, há determinadas posição que não são recomendadas em período menstrual e a praticante deverá procurar orientação de seu professor.
Mas considero importante enfatizar que a prática de exercícios físicos durante a menstruação é uma ótima escolha, pois diminui os sintomas físicos desagradáveis típicos desta fase, além de diminuir o volume do fluxo menstrual com o passar do tempo.
4. Para quem quer ter uma barriga definida, o pilates pode ajudar a definir?
Sim. Um dos principais objetivos do Pilates é o fortalecimento da musculatura abdominal e, para isso, o trabalho abdominal durante a prática é intenso. Mas há uma diferença entre os resultados estéticos na musculatura abdominal na prática de Pilates quando comparada à pratica de exercícios com pesos realizados na musculação, por exemplo.
A utilização de sobrecarga alta (exemplo: halteres e caneleiras pesadas) produzem os conhecidos “gominhos” na musculatura abdominal, como vemos nos halterofilistas. No caso do Pilates, o trabalho abdominal solicita músculos mais profundos, como o transverso do abdômen, e o resultado é mais um afinamento da região abdominal (a cintura costuma ficar mais definida).
Porém, não podemos esquecer que, tanto um resultado quanto o outro, dependerá de fatores combinados à pratica, como uma alimentação com baixa ingestão de gorduras e açucares e a prática de exercícios aeróbicos, em especial para pessoas que estão acima do peso.
Ainda não posso ser considerada um expert no assunto, mas deu pra entender um pouco sobre a prática, especialmente ao que se refere à vivência física, aliás, boa demais.
Muitos dos movimentos eu já conhecia, dado que Pilates foi bastante influenciado pela Yoga ao desenvolver seu método e hoje pude refletir um pouco mais a respeito da proximidade das duas práticas ao responder a algumas questões a respeito para o site: www.vidadejovem.com.br
Um site especialmente elaborado para informar os adolescentes. Segue a entrevista...
1. Qual a diferença e a semelhança do yoga e do pilates?
Na verdade Joseph Pilates era um praticante de Yoga e, por isso, essa modalidade influenciou-o na criação de seu método, hoje conhecido como Pilates. Em termos de movimentos executados, a semelhança é grande, tanto uma modalidade quanto a outra faz bastante uso de movimentos como extensões, flexões e torções de coluna e há, também, em ambas, um intenso trabalho da musculatura abdominal.
Creio que a diferença principal seja a ideologia de cada modalidade. A Yoga, é uma prática milenar que visa a integração da totalidade do ser humano – inclusive, o termo Yoga quer dizer “União”, nesse caso, entre corpo e mente.
Já o Pilates, embora proporcione um trabalho holístico como a Yoga, tem características mais voltadas ao treinamento físico, ou seja, embora não negue, não tem como premissa uma filosofia de vida.
2. Se o adolescente tiver problemas na coluna (lordose, escoliose), o pilates pode substituir o RPG? Por que?
Sim. O Pilates não só substitui o RPG, mas também pode ser mais atraente para o adolescente, pois é mais dinâmico. Outro ponto a favor do Pilates é que, além da prática promover a saúde da coluna, como ocorre no RPG, ele influencia no padrão do movimento do praticante, é uma atividade funcional, e melhora o condicionamento físico. Desta forma, o adolescente passará a se movimentar de maneira mais apropriada para evitar lesões no dia a dia e na prática de outras atividades físicas, além de ter uma melhora considerável em sua postura e sentir mais disposição física.
3. Existe alguma posição do yoga e do pilates que de ser evitada no período menstrual? Por que?
No Pilates não há nada específico neste sentido, o que pode ocorrer é que a menina pode sentir a lombar mais sensível neste período e se incomodar com alguns movimentos, como extensões grandes de coluna (que são movimentos nos quais o tronco e direcionado para trás – a cabeça apontando na direção do bumbum), mas neste caso, ela poderá fazer os mesmos movimentos com uma amplitude menor.
No caso da Yoga, há determinadas posição que não são recomendadas em período menstrual e a praticante deverá procurar orientação de seu professor.
Mas considero importante enfatizar que a prática de exercícios físicos durante a menstruação é uma ótima escolha, pois diminui os sintomas físicos desagradáveis típicos desta fase, além de diminuir o volume do fluxo menstrual com o passar do tempo.
4. Para quem quer ter uma barriga definida, o pilates pode ajudar a definir?
Sim. Um dos principais objetivos do Pilates é o fortalecimento da musculatura abdominal e, para isso, o trabalho abdominal durante a prática é intenso. Mas há uma diferença entre os resultados estéticos na musculatura abdominal na prática de Pilates quando comparada à pratica de exercícios com pesos realizados na musculação, por exemplo.
A utilização de sobrecarga alta (exemplo: halteres e caneleiras pesadas) produzem os conhecidos “gominhos” na musculatura abdominal, como vemos nos halterofilistas. No caso do Pilates, o trabalho abdominal solicita músculos mais profundos, como o transverso do abdômen, e o resultado é mais um afinamento da região abdominal (a cintura costuma ficar mais definida).
Porém, não podemos esquecer que, tanto um resultado quanto o outro, dependerá de fatores combinados à pratica, como uma alimentação com baixa ingestão de gorduras e açucares e a prática de exercícios aeróbicos, em especial para pessoas que estão acima do peso.
11 de fevereiro de 2011
Fernando Pessoa...pra alimentar a alma
O amor, quando se revela...
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
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